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Prefeitura de Divinópolis orienta população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da sífilis

A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), orienta a população sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da sífilis. A infecção é sexualmente transmissível, tem cura e pode ser tratada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados atualizados em 11 de setembro mostram que, em 2026, Divinópolis registrou 89 casos de sífilis adquirida, 54 em gestantes e 19 de sífilis congênita, quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê. Entre os casos de sífilis adquirida, 57 foram registrados entre pessoas de 20 a 39 anos.

A sífilis é transmitida principalmente por meio de relação sexual sem preservativo com uma pessoa infectada. A infecção também pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto. Por isso, o uso de preservativo, a realização do teste e o início do tratamento, quando necessário, são medidas para evitar a transmissão.

A infecção pode não apresentar sintomas. Na fase inicial, pode surgir uma pequena ferida, geralmente sem dor, nos órgãos genitais, na boca ou no ânus. Mesmo que a ferida desapareça sozinha, a infecção permanece no organismo se não houver tratamento.

Em outra fase, podem aparecer manchas pelo corpo, inclusive nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas. A doença também pode permanecer por um período sem apresentar sinais e, sem tratamento, evoluir anos depois para formas mais graves, atingindo o coração, os ossos e o sistema nervoso.

Por isso, mesmo pessoas sem sintomas devem fazer o acompanhamento. A recomendação é que pessoas sexualmente ativas realizem o teste pelo menos uma vez por ano e também após uma possível exposição, como uma relação sexual sem preservativo ou o diagnóstico de uma infecção sexualmente transmissível no parceiro ou na parceira.

Durante a gravidez, o diagnóstico e o tratamento da sífilis devem ser feitos o quanto antes para proteger a mãe e o bebê. Sem o tratamento adequado, a infecção pode causar aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, óbito fetal ou neonatal e sífilis congênita.

Dos 54 casos registrados em gestantes neste ano em Divinópolis, 18 foram diagnosticados no primeiro trimestre, dez no segundo e 26 no terceiro. Quando o diagnóstico ocorre mais próximo do fim da gravidez, há menos tempo para o tratamento e o acompanhamento antes do parto.

A gestante deve fazer o teste na primeira consulta do pré-natal, preferencialmente no primeiro trimestre, repetir no terceiro trimestre e realizar uma nova testagem no momento do parto. O uso de preservativos, além da testagem e do tratamento das parcerias sexuais, também é recomendado para evitar uma nova infecção.

Dos 19 casos de sífilis congênita registrados no município em 2026, 18 ocorreram em situações nas quais havia registro de pré-natal. Segundo os dados, além de realizar o acompanhamento, é necessário fazer os exames nos períodos indicados e garantir o tratamento no momento adequado.

Os preservativos masculinos e femininos são distribuídos gratuitamente nas unidades de saúde e no Serviço de Atendimento Especializado/Centro de Testagem e Acolhimento (SAE/CTA). Os materiais também são distribuídos em ações e eventos realizados pela rede municipal.

O tratamento da sífilis também é oferecido gratuitamente pelo SUS e varia de acordo com a fase da infecção. Após o tratamento, é necessário manter o acompanhamento para verificar a resposta ao tratamento e identificar uma possível reinfecção. As parcerias sexuais também devem ser testadas e, quando necessário, tratadas.

Para as gestantes, o município mantém a linha de cuidado materno-infantil Bem Nascer. Após o diagnóstico, o tratamento deve começar o mais cedo possível, com acompanhamento durante o pré-natal e exames mensais. Os casos também são acompanhados pela Vigilância Epidemiológica e pela navegação, além do Comitê de Prevenção da Transmissão Vertical.

O teste rápido para sífilis está disponível gratuitamente nas unidades de saúde e no SAE/CTA. Não é necessário apresentar pedido médico, estar em jejum ou fazer qualquer preparação.

O exame é feito com uma pequena gota de sangue retirada da ponta do dedo, e o resultado fica pronto em cerca de 30 minutos. O atendimento é sigiloso. Caso o resultado seja reagente, a pessoa recebe as orientações necessárias para continuar a investigação e iniciar o tratamento, quando indicado.

Os dados apresentados foram atualizados em 11 de setembro de 2026 e podem sofrer alterações conforme novas notificações e atualizações do sistema de vigilância epidemiológica.

A Prefeitura orienta que pessoas com dúvidas ou que queiram realizar o teste procurem gratuitamente a rede municipal de saúde. Durante a gestação, a realização do teste, o diagnóstico e o tratamento são medidas importantes para a saúde da mãe e do bebê.

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