Preço de cesta básica em Divinópolis tem alta de 3,17% em comparação de 12 meses

Em setembro de 2024, o custo médio da cesta básica de alimentos em Divinópolis foi de R$558,44 (quinhentos e cinquenta e oito reais e quarenta e quatro centavos), representando uma alta de 0,27% em relação a agosto, quando o custo foi de R$556,94 (quinhentos e cinquenta e seis reais e noventa e quatro centavos). Na comparação de 12 meses, ou seja, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, o custo da cesta básica apresentou alta de 3,17%. Foi o que apontou a pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico-sociais (NEPES), da Faculdade Una Divinópolis .Em setembro, a pesquisa captou elevação no preço da manteiga (8,62%) e do leite (3,20%). A menor oferta no campo, devido ao clima adverso (chuvas excessivas no Sul, estiagem e queimadas em outras regiões), elevou o preço dos derivados. Outra alta observada foi no preço do óleo de soja (8,55%). “A demanda firme pelo grão e pelo óleo e o excesso de calor, causado pela instabilidade climática, elevaram o valor do produto no varejo” explicou o coordenador do NEPES, professor Wagner Almeida. Por outro lado, houve redução no preço do quilo da banana (-19,40%), do tomate (-15,20%) e da batata (-0,06%). O calor excessivo elevou a oferta e reduziu os preços no varejo (Dieese, 2024).
Sobre a pesquisa
A pesquisa constante desta edição foi realizada entre os dias 24 e 28 de setembro/2024 com o levantamento de preços em 07 supermercados do município de Divinópolis, os quais possuem em sua estrutura açougue, padaria e hortifrúti. Esta cesta, chamada Cesta Básica de Alimentos, composta por 13 produtos alimentícios, seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta, durante um mês, contendo quantidades balanceadas de todos os nutrientes necessários a manutenção da saúde. Em setembro de 2024, o trabalhador que recebe salário mínimo comprometeu em média 42,8% do seu rendimento líquido, isto é, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, para adquirir os produtos da cesta básica. Esse percentual representa uma piora em relação ao mês anterior, onde 42,6% da renda foi utilizada.



