Jovem é preso após desvio de mais de R$ 11 mil da conta de taxista idoso em Santo Antônio do Monte

Um jovem de 22 anos foi preso por suspeita de estelionato em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após um taxista idoso descobrir movimentações bancárias que não reconhecia. Segundo as informações registradas na ocorrência, o suspeito era cliente frequente da vítima e costumava solicitar corridas. O prejuízo ultrapassa R$ 11 mil, considerando transferências e outras operações realizadas na conta bancária do motorista.
O caso começou a ser descoberto no dia 9 de setembro, quando a filha do taxista verificou a movimentação financeira do pai e percebeu diversas operações que chamaram a atenção. Ao ser questionado, o idoso afirmou que não havia realizado transferências para pessoas desconhecidas nem contratado os empréstimos que apareciam registrados na conta.
Diante da situação, o taxista se lembrou de um passageiro que, durante corridas anteriores, havia insistido em ajudá-lo com o aplicativo bancário instalado no celular. Segundo o relato, o jovem dizia saber como otimizar o funcionamento do aplicativo e ofereceu ajuda diversas vezes. Como tinha pouca habilidade para utilizar serviços bancários pelo telefone, o motorista acabou permitindo que o cliente tivesse acesso ao aparelho.
Depois de identificar as movimentações não reconhecidas, a filha do taxista procurou a Polícia Militar e apresentou o celular do pai. Durante as diligências, os militares identificaram uma compra realizada em um estabelecimento comercial utilizando recursos da conta da vítima e foram até o local para verificar as circunstâncias da transação.
As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento foram analisadas e, conforme as informações da ocorrência, permitiram reconhecer o jovem de 22 anos realizando a compra utilizando a conta bancária vinculada ao taxista. A partir dos elementos reunidos, os policiais iniciaram o rastreamento e localizaram o suspeito.
Após ser abordado, o jovem foi preso por estelionato. Segundo o relato divulgado sobre a ocorrência, ele afirmou aos policiais que teria agido com outra pessoa, cujo nome aparecia como destinatário de uma transferência via Pix realizada a partir da conta do taxista.
Uma das transferências identificadas foi de R$ 4 mil para a conta atribuída ao segundo envolvido citado pelo suspeito. Outra movimentação, no valor de R$ 3.139,83, teria sido feita diretamente para uma conta pertencente ao próprio jovem preso.
Além dessas transferências, a família identificou empréstimos bancários e outras movimentações que o taxista afirmou não reconhecer. O conjunto das operações resultou em um prejuízo superior a R$ 11 mil.
O jovem foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil, onde a ocorrência foi apresentada para as providências cabíveis. A vítima recebeu orientações sobre os procedimentos necessários para contestar as operações bancárias consideradas irregulares junto à instituição financeira.
A apuração também deverá considerar as informações relacionadas ao segundo indivíduo mencionado pelo suspeito como participante das movimentações. O nome dessa pessoa não foi divulgado nas informações disponíveis sobre o caso.









