Divinópolis

Lições para serem guardadas

Sou de uma época bem diferente dos dias atuais. Muita coisa piorou, é verdade, mas também surgiram métodos e maneiras que fazem a vida valer mais a pena.

Na minha época, por exemplo, procurar o apoio de um profissional da saúde mental era quase um tabu. Quem marcasse uma consulta com um psicólogo era visto como alguém “com a cabeça virada”. Se fosse psiquiatra então, já era considerado loucura. Hoje, olhando para trás, penso o quanto teria sido diferente se tivéssemos tido acesso a esse tipo de cuidado. Talvez a vida tivesse sido mais leve.

Atualmente, vejo amigos buscando terapia para entender melhor o envelhecimento, para se prepararem para essa fase da vida. A geração mais nova já incorporou esse hábito com naturalidade. Falam sobre suas inseguranças, seus traumas, suas alegrias, e aprendem a lidar com perdas e conquistas de forma mais consciente.

Tenho aprendido que tudo aquilo que pode ser absorvido para melhorar a vida merece ser considerado. E estou aberto a isso.

Recentemente, tivemos uma experiência muito especial com uma excelente profissional, a Dra. Mariana Calisto. Fomos recebidos com acolhimento e tivemos uma troca rica de experiências. Foi um momento leve, profundo e cheio de descobertas.

Não tenho dificuldade em me abrir, e percebi que existem caminhos mais simples e formas mais saudáveis de conviver neste mundo tão misturado e, por vezes, tão confuso.

E como sou apaixonado por histórias, saí de lá com uma que levarei para a vida.

Um avô, com todo carinho, explicou à neta o que é a vida:

“Minha querida neta, a vida é como dirigir um carro com a sua família.

Quando você é jovem e começa a dirigir, sente aquela emoção de ter o controle, de conduzir do seu jeito na estrada da vida.

Depois, você encontra alguém para compartilhar essa viagem. Essa pessoa senta ao seu lado, no banco do carona, dá palpites, divide decisões… e, com o tempo, também passa a dirigir.

Então chegam os filhos. Eles vão no banco de trás. Você os leva por todos os caminhos, com cuidado, mostrando o que há de bom e de difícil na estrada.

Com o tempo, eles crescem e passam para o banco da frente. Observam como você conduz a vida.

Até que um dia pedem o volante. E você ensina. E sente orgulho ao vê-los seguindo seus próprios caminhos.

Mais adiante, você passa a ser o carona. Depois, vai para o banco de trás. E chega o momento em que você se torna o estepe.

Muitos olham para isso com pena. Mas não deveriam.

Porque, nesse momento, você já está realizado. Você sabe que, quando algo acontecer, quando o caminho apertar, quando o ‘pneu furar’, será a você que irão recorrer.

E é aí que está o valor.

O estepe é essencial para continuar a viagem.”

Simples assim.

Ser um grande motorista da vida também é saber, com serenidade, quando é hora de assumir novos lugares — e entender que todos eles têm seu valor.


Amnys Rachid
@amnysinho_rachid
WhatsApp: (37) 99963-2807

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.