Brasil

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 7,2% e novo reajuste pode pressionar valor das passagens aéreas

A Petrobras anunciou neste domingo, 1º de novembro de 2026, um aumento de 7,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) comercializado às distribuidoras em todo o Brasil. O reajuste, que entrou em vigor na mesma data, representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em comparação com outubro. A elevação ocorre após outros aumentos registrados nos meses anteriores e amplia os custos de abastecimento das companhias aéreas. A mudança está relacionada à valorização internacional do combustível, influenciada pelos conflitos no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino de petróleo na Rússia e na Ucrânia.

O novo reajuste atinge diretamente o preço de venda praticado pela Petrobras junto às distribuidoras responsáveis pelo fornecimento de combustível ao setor aéreo. Essas empresas comercializam o produto para companhias que operam voos comerciais, além de outros consumidores da aviação. O aumento representa uma nova elevação nos custos de aquisição do querosene, que constitui uma das principais despesas das empresas de transporte aéreo.

A mudança acontece depois de um reajuste de aproximadamente 11,8% aplicado em outubro, quando o combustível ficou R$ 0,66 mais caro por litro. Em setembro, a Petrobras já havia anunciado uma elevação de 13,9%, equivalente a R$ 0,68 por litro. Os aumentos consecutivos refletem as mudanças nas condições do mercado internacional de petróleo e derivados, que vêm afetando os preços dos combustíveis utilizados na aviação brasileira.

O querosene de aviação é utilizado principalmente em aeronaves equipadas com motores a turbina, incluindo aviões comerciais e determinados modelos de helicópteros. O produto possui características específicas para utilização em sistemas de propulsão aeronáutica e representa uma parcela significativa dos custos operacionais das companhias aéreas. Alterações em seu preço podem influenciar o planejamento financeiro das empresas, especialmente diante da necessidade de abastecimento regular de suas frotas.

Entre os fatores relacionados ao reajuste estão as tensões geopolíticas no Oriente Médio, região que possui participação relevante na produção e no fornecimento mundial de petróleo. Outro elemento considerado é a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países. Essas condições interferem na oferta internacional de derivados de petróleo e influenciam as cotações utilizadas como referência para a comercialização do combustível.

A política de formação dos preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras utiliza uma fórmula estabelecida em contratos com as distribuidoras. O mecanismo prevê ajustes mensais e considera as condições do mercado internacional. A metodologia também busca reduzir os efeitos das oscilações de curto prazo, evitando que todas as variações externas sejam transferidas imediatamente para os preços praticados no mercado brasileiro.

O novo aumento também poderá influenciar os valores das passagens aéreas nos próximos meses. Como o combustível representa uma parcela expressiva das despesas das companhias, reajustes sucessivos podem elevar os custos das operações. Entretanto, uma eventual alteração no preço das passagens dependerá das decisões comerciais de cada empresa, da demanda por voos, da concorrência e de outros fatores que influenciam a definição das tarifas.

O reajuste anunciado para novembro não significa que os bilhetes aéreos terão aumento automático de 7,2%. O percentual corresponde exclusivamente à variação média do preço de venda do querosene pela Petrobras às distribuidoras. Os valores pagos pelos consumidores são definidos pelas companhias aéreas e também consideram outras despesas relacionadas à operação, como manutenção das aeronaves, pessoal, infraestrutura aeroportuária e serviços necessários à realização dos voos.

A sequência de reajustes também afeta o planejamento das empresas que operam rotas nacionais e internacionais a partir dos aeroportos brasileiros. O custo do abastecimento é considerado na organização das operações e na definição das despesas necessárias para manter os serviços. A elevação do querosene poderá exigir ajustes financeiros das companhias, principalmente se as cotações internacionais permanecerem em níveis elevados.

Com o aumento de 7,2% em vigor desde 1º de novembro, o querosene de aviação registra mais um mês de alta no mercado brasileiro. O acréscimo de R$ 0,45 por litro será aplicado às vendas da Petrobras para as distribuidoras, enquanto os efeitos sobre os preços finais das passagens dependerão das condições do setor aéreo e das políticas comerciais adotadas pelas empresas.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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