Ansiedade: um dos maiores desafios da saúde mental no Brasil e no mundo
301 milhões de pessoas convivem com transtornos de ansiedade em todo o mundo

A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de situações de perigo, pressão ou expectativa. No entanto, quando os sintomas se tornam frequentes, intensos e passam a interferir na rotina, no trabalho, nos relacionamentos e na qualidade de vida, ela pode ser caracterizada como um transtorno de ansiedade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 301 milhões de pessoas convivem com transtornos de ansiedade em todo o mundo. O Brasil ocupa uma das posições mais preocupantes do planeta, com aproximadamente 18 milhões de brasileiros apresentando algum tipo de transtorno de ansiedade, o equivalente a cerca de 9% da população, um dos maiores índices globais.
Como identificar a ansiedade?
O diagnóstico é realizado por médicos psiquiatras ou psicólogos, por meio da avaliação clínica dos sintomas, da frequência com que ocorrem e do impacto causado na vida da pessoa.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Preocupação excessiva e constante;
- Sensação de medo ou apreensão sem motivo aparente;
- Irritabilidade;
- Dificuldade de concentração;
- Insônia ou sono de má qualidade;
- Cansaço frequente;
- Aceleração dos batimentos cardíacos;
- Falta de ar;
- Sudorese excessiva;
- Tremores;
- Tensão muscular.
Em alguns casos, a ansiedade pode desencadear crises de pânico, caracterizadas por intenso medo, sensação de morte iminente e sintomas físicos marcantes.
Como tratar a ansiedade?
O tratamento depende da gravidade do quadro e deve ser individualizado. As principais estratégias incluem:
- Psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental;
- Mudanças no estilo de vida;
- Técnicas de relaxamento e controle do estresse;
- Melhora da qualidade do sono;
- Alimentação equilibrada;
- Uso de medicamentos prescritos por médico, quando necessário.
O acompanhamento profissional é fundamental para evitar o agravamento dos sintomas e promover uma recuperação mais eficaz.
Atividade física: uma grande aliada da saúde mental
Entre as medidas não medicamentosas, a prática regular de atividade física é uma das mais recomendadas pelos especialistas.
Durante o exercício, o organismo libera substâncias como endorfinas, serotonina e dopamina, neurotransmissores associados à sensação de bem-estar, prazer e relaxamento. Além disso, a atividade física ajuda a reduzir os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.
Os benefícios incluem:
- Redução dos sintomas de ansiedade;
- Melhora do humor;
- Controle do estresse;
- Aumento da autoestima;
- Melhora da qualidade do sono;
- Maior disposição física e mental.
Caminhadas, corridas, musculação, ciclismo, natação, dança e outras modalidades podem trazer benefícios significativos quando praticadas regularmente.
Prevenção e qualidade de vida
Embora nem todos os casos possam ser evitados, alguns hábitos ajudam a reduzir o risco de desenvolver transtornos de ansiedade:
- Manter uma rotina organizada;
- Dormir entre 7 e 9 horas por noite;
- Praticar atividade física regularmente;
- Evitar excesso de álcool e estimulantes;
- Cultivar relações sociais saudáveis;
- Reservar momentos para lazer e descanso;
- Procurar ajuda profissional ao perceber sintomas persistentes.
A ansiedade é uma condição tratável e quanto mais cedo for identificada, maiores são as chances de controle e recuperação. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, e a atividade física surge como uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes para promover equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

Ft. Ronner Miranda
Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia Traumato Ortopédica e Terapia Manual
Crefito243203-F
Tel/Watts: (37) 99905-3770








