Polícia

Trabalhador morre após ficar preso em máquina de triturar gelo durante expediente em empresa de Minas Gerais

Um trabalhador de 35 anos morreu após ficar preso dentro de uma máquina de triturar gelo enquanto exercia suas atividades profissionais em uma empresa localizada no bairro Fazenda, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira (26 de outubro), por volta das 8h, em um estabelecimento situado na Rua José Calixto. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) mobilizou seis viaturas e o helicóptero Arcanjo 13 para atender à ocorrência. A vítima ficou presa no interior do equipamento e sofreu uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos de resgate. Apesar das tentativas de reanimação, o homem morreu no local.

A ocorrência mobilizou equipes de salvamento após a informação de que um funcionário havia ficado preso em uma máquina utilizada no processamento de gelo. Quando os militares chegaram à empresa, encontraram o trabalhador com as pernas presas no interior do equipamento. A situação exigiu a utilização de técnicas de salvamento e ferramentas específicas para permitir a retirada da vítima. O homem estava em horário de serviço quando o acidente aconteceu, circunstância que levou ao registro da ocorrência como possível acidente de trabalho.

Diante das condições encontradas, os bombeiros organizaram uma operação para acessar o trabalhador e realizar sua retirada do maquinário. A mobilização envolveu seis viaturas terrestres e a aeronave Arcanjo 13, utilizada em operações de emergência. A presença das equipes permitiu a realização simultânea dos procedimentos de salvamento e atendimento à vítima. O trabalho contou ainda com o apoio de uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionada para auxiliar na assistência médica durante a ocorrência.

Para retirar o funcionário, os bombeiros utilizaram equipamentos hidráulicos, ferramentas de corte e procedimentos de desencarceramento. Também foram empregadas medidas de aquecimento durante a operação. A utilização desses recursos teve como objetivo liberar o trabalhador da estrutura onde estava preso e permitir a continuidade do atendimento médico. Os procedimentos foram realizados com acompanhamento dos profissionais de emergência que participavam da operação de salvamento.

Durante o trabalho de retirada, o homem sofreu uma parada cardiorrespiratória, exigindo a realização imediata de manobras de ressuscitação. As equipes iniciaram os procedimentos de reanimação ainda durante o atendimento e mantiveram as tentativas de restabelecer os sinais vitais da vítima. O trabalho contou com acompanhamento médico, mas o trabalhador não respondeu às intervenções. A morte foi constatada no próprio estabelecimento, após a realização dos procedimentos de emergência.

O acidente aconteceu durante o expediente do funcionário, dentro da empresa onde ele trabalhava. As informações levantadas inicialmente confirmaram que a vítima exercia suas atividades profissionais no momento em que ficou presa no equipamento. A circunstância caracteriza a ocorrência como um possível acidente de trabalho, cuja apuração deverá considerar as condições em que as atividades eram realizadas e os fatores que contribuíram para o contato do funcionário com a máquina de triturar gelo.

As circunstâncias que provocaram o acidente ainda não foram esclarecidas de maneira definitiva. A investigação deverá verificar como o trabalhador ficou preso no equipamento e quais condições estavam presentes no momento da ocorrência. Também poderão ser examinados os procedimentos de operação da máquina e os equipamentos de segurança utilizados durante a atividade. Até o momento, não há conclusão que permita atribuir responsabilidade pelo acidente ou determinar a causa da morte além das circunstâncias identificadas durante o resgate.

A perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais foi acionada para realizar os levantamentos necessários no estabelecimento. O trabalho pericial deverá reunir informações sobre as condições do local, as características do equipamento e os elementos relacionados à ocorrência. Os dados obtidos poderão contribuir para a investigação sobre a dinâmica do acidente e para o esclarecimento dos fatores que levaram o funcionário a ficar preso dentro da máquina.

Após o acidente, os demais funcionários da empresa foram dispensados de suas atividades. A medida ocorreu enquanto as equipes de emergência e os profissionais responsáveis pelos procedimentos periciais atuavam no estabelecimento. A ocorrência também deverá ser analisada sob a perspectiva das normas de segurança aplicáveis ao ambiente de trabalho, considerando as condições de operação de equipamentos industriais e os procedimentos destinados à prevenção de acidentes envolvendo trabalhadores.

A legislação brasileira estabelece normas de segurança para a utilização de máquinas e equipamentos nos ambientes profissionais. Entre elas está a Norma Regulamentadora nº 12 (NR-12), que estabelece requisitos de proteção para prevenir acidentes durante a operação, manutenção e outras atividades relacionadas ao uso de máquinas. A aplicação dessas regras ao caso específico dependerá da análise das características do equipamento, das condições de funcionamento e dos procedimentos adotados pela empresa.

O atendimento realizado em Santa Luzia terminou com a morte do trabalhador de 35 anos, que não resistiu após ficar preso em uma máquina de triturar gelo. A ocorrência mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e da Polícia Civil, responsáveis pelo salvamento, atendimento médico e levantamento pericial. As circunstâncias do acidente permanecem sob apuração, e os procedimentos investigativos deverão esclarecer como o funcionário ficou preso no maquinário durante o expediente de segunda-feira (26).

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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