Polícia

Mulher trans é encontrada morta em frente à Câmara Municipal de Pará de Minas

Na manhã desta terça-feira (26), uma mulher trans em situação de rua foi encontrada morta em frente à Câmara Municipal de Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Identificada como Cíntia, de 39 anos, ela era bastante conhecida na região central da cidade.

De acordo com informações de funcionários do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), Cíntia fazia uso de álcool e outras drogas e sofria com depressão. Ela realizava acompanhamento periódico na instituição, mas nos últimos dias teria demonstrado desânimo em dar continuidade ao tratamento.

Natural da Bahia, Cíntia vivia em Pará de Minas desde fevereiro deste ano. Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, houve tentativas de reintegração junto à família, porém os parentes recusaram o retorno dela, alegando medo de que pudesse colocar em risco outros membros da casa.

Ainda em julho, Cíntia havia sido vítima de violência sexual na Praça Torquato de Almeida, episódio que repercutiu na cidade e chamou atenção para a vulnerabilidade de pessoas em situação de rua.

Atendimento da ocorrência

De acordo com a Polícia Militar, a central de atendimento recebeu um chamado por volta das 5h20 da manhã. Equipes foram até o local, juntamente com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e confirmaram o óbito.

A perícia da Polícia Civil compareceu ao local por volta das 9h30 e realizou os trabalhos técnicos. O corpo foi removido pela funerária Cuidar e encaminhado ao novo posto do Instituto Médico-Legal (IML) da cidade, onde passará por exames para identificar as causas da morte.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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