Médico preso por agredir esposa na frente da filha já possuía histórico de violência em Divinópolis

Divinópolis registrou um caso de violência doméstica envolvendo o médico psiquiatra José Lúcio de Abreu Faria Junior, investigado por agredir a esposa dentro do imóvel onde o casal residia, no Centro da cidade. O episódio ocorreu entre os dias 14 e 15 de março e foi registrado pela Polícia Militar como lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha.
De acordo com o boletim de ocorrência, as agressões teriam ocorrido dentro do apartamento e na presença da filha do casal, de apenas dois anos de idade. A vítima relatou que foi submetida a agressões físicas durante uma discussão, com indícios confirmados posteriormente no local.
Segundo as informações registradas, a mulher conseguiu pedir ajuda por meio das redes sociais, o que mobilizou o atendimento da ocorrência. Diante da suspeita de risco iminente, houve arrombamento da porta do imóvel para acesso ao interior do apartamento.
No local, foram constatados sinais de violência e lesões compatíveis com o relato apresentado. A vítima recebeu atendimento e o caso foi encaminhado para investigação.
A Polícia Civil apura a dinâmica dos fatos e também analisa o histórico de ocorrências envolvendo o médico. Conforme registros oficiais, José Lúcio de Abreu Faria Junior já esteve envolvido em outras ocorrências policiais, incluindo investigações por ameaça, injúria e violência doméstica.
Há registros de inquéritos anteriores e de uma prisão preventiva que, posteriormente, foi revogada pela Justiça. Em 2024, na cidade de Pitangui, o médico também foi denunciado por ameaças e ofensas contra funcionárias de um cartório.
A presença da filha do casal durante as agressões é um dos pontos considerados na apuração. A exposição de crianças a situações de violência doméstica é tratada como violência indireta, com possíveis impactos no desenvolvimento emocional.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que novas medidas judiciais podem ser adotadas conforme o avanço do processo.
O que fazer em casos de violência doméstica
| Situação | Ação recomendada |
|---|---|
| Agressão em andamento | Acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 |
| Risco iminente | Buscar um local seguro e pedir ajuda a vizinhos ou familiares |
| Pedido de orientação | Ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) |
| Registro formal | Procurar uma Delegacia de Polícia Civil ou Delegacia da Mulher |
| Solicitar proteção | Requerer medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha |
| Atendimento médico | Buscar unidade de saúde para avaliação e registro de lesões |
| Apoio psicológico | Procurar serviços de assistência social do município |
| Acompanhamento jurídico | Buscar Defensoria Pública ou advogado |
| Provas | Guardar mensagens, fotos e registros que comprovem a agressão |









