Divinópolis

Setembro Amarelo: psicóloga dá dicas de prevenção e alerta para sinais de risco

Setembro é o mês dedicado à prevenção ao suicídio, uma campanha que busca romper o tabu em torno do tema e levar informação à sociedade. O objetivo é apoiar pessoas que enfrentam pensamentos suicidas e orientar famílias e amigos sobre como agir diante dessas situações.

Segundo a psicóloga Karla Patrícia, professora da Faculdade Una Divinópolis, os índices de suicídio têm aumentado no Brasil, o que reforça a urgência de se falar sobre o assunto.

“Se essa pessoa traz falas em tom de desesperança, desânimo em relação ao futuro, ou expressa claramente uma ideação suicida, até mesmo um planejamento, isso deve ser observado com muita atenção”, alerta a especialista.

Ela lembra que não há regra: quem fala pode cometer o ato, e quem nunca comenta também pode tentar. Por isso, a orientação é sempre buscar acolhimento, empatia e acompanhamento profissional.


Fatores de risco

Estudos apontam que alguns contextos podem aumentar a vulnerabilidade ao suicídio:

  • Histórico de transtornos mentais, como depressão, ansiedade e bipolaridade;
  • Uso abusivo de álcool ou drogas;
  • Isolamento social ou falta de apoio familiar;
  • Histórico de tentativas anteriores;
  • Situações de violência, abusos ou perdas recentes.

Reconhecer esses fatores é fundamental para direcionar a atenção a quem mais precisa.


Sinais de alerta

Amigos e familiares devem ficar atentos a mudanças comportamentais, como:

  • Frases de desesperança ou de “não ver sentido na vida”;
  • Alterações bruscas no humor e no sono;
  • Desinteresse por atividades que antes eram prazerosas;
  • Descuido com a higiene e alimentação;
  • Afastamento de círculos sociais;
  • Doação repentina de objetos pessoais importantes.

Esses sinais podem indicar sofrimento profundo e devem ser levados a sério.


Como ajudar

O apoio de pessoas próximas é essencial. Algumas atitudes podem fazer diferença:

  • Ouça sem julgamentos e ofereça presença acolhedora;
  • Evite frases simplistas como “isso é frescura” ou “vai passar”;
  • Estimule a busca por apoio psicológico e médico;
  • Ofereça-se para acompanhar a pessoa em consultas ou serviços de saúde;
  • Se houver risco iminente, procure ajuda profissional imediatamente ou leve a pessoa a um pronto atendimento.

Onde buscar apoio

Durante uma crise, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta atendimento gratuito e sigiloso, disponível 24 horas por dia pelo telefone 188, chat no site oficial e redes sociais. O serviço é realizado por voluntários treinados para ouvir e acolher.

Em casos de emergência, também é possível procurar diretamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou os serviços do CAPS AD (Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas).

“É fundamental que as pessoas conheçam esses canais e compartilhem a informação. Pode ser o ponto de apoio que evita uma tragédia”, reforça Karla Patrícia.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.