No Maracanã, o gosto amargo da quase virada: Flamengo 2 x 3 Lanús na Recopa Sul-Americana
Vejam os Golaços do Lanus contra o Flamengo

O roteiro parecia escrito para uma noite épica no Maracanã. Casa cheia, mais de 60 mil vozes empurrando, clima de decisão continental. O Flamengo precisava reverter a derrota por 1 a 0 sofrida na Argentina e fez o que se espera de um time do seu tamanho: buscou o jogo, virou o placar, inflamou a arquibancada. Mas, no fim, o que ficou foi o silêncio pesado de um vice-campeonato dolorido.
O primeiro golpe foi argentino. Em um erro na saída de bola, o Lanús abriu o placar e jogou um balde de água fria na torcida rubro-negra. O Flamengo sentiu, mas não se perdeu. Com personalidade, empatou ainda na primeira etapa em cobrança de pênalti de Arrascaeta, chamando o torcedor de volta para a partida.
Na etapa final, veio o momento da explosão. Novo pênalti, dessa vez convertido por Jorginho, e o 2 a 1 que igualava o confronto no agregado. O Maracanã pulsava. O título parecia novamente possível. O Flamengo empilhava posse de bola, rondava a área, empurrava o adversário para trás. Faltou, porém, transformar domínio em golpe definitivo.
E decisão continental costuma castigar quem desperdiça.
Na prorrogação, o Lanús mostrou frieza. Aproveitou bola parada para empatar e, já nos minutos finais do tempo extra, encontrou o contra-ataque que definiu o 3 a 2. Cirúrgico. Letal. Campeão.
Ao Flamengo restou a frustração de ter estado tão perto. A equipe mostrou poder de reação, intensidade e entrega, mas voltou a pecar na concentração defensiva e na eficiência nos momentos-chave. Em finais, detalhes não são detalhes — são sentença.
O técnico Filipe Luís terá agora o desafio de reorganizar emocionalmente o elenco. O torcedor, que sonhava com mais uma conquista internacional, saiu com a sensação de que o time pode mais do que apresentou na soma dos dois jogos.
A temporada está só começando. Mas a Recopa já deixa uma marca: talento e posse de bola não bastam sem precisão e maturidade competitiva. No futebol sul-americano, quem vacila paga caro.
E ontem, no Maracanã, a conta chegou.


Por: Ronner Miranda








