Exames descartam relação entre detergente Ypê e doença em menina no Rio Grande do Norte

Exames laboratoriais descartaram a suspeita de que o detergente da marca Ypê tenha causado o quadro de saúde apresentado por uma menina de 10 anos, em Natal, no Rio Grande do Norte. A criança havia sido internada após apresentar sintomas que inicialmente levantaram a possibilidade de relação com o produto, mas a investigação conduzida pelas autoridades de saúde apontou outra causa para o caso.
Segundo informações atribuídas à Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, os exames sorológicos indicaram que a menina apresentou eritema infeccioso, doença viral causada pelo parvovírus humano B19. Com o resultado, a hipótese de contaminação pelo detergente foi descartada.
A criança havia dado entrada em atendimento médico após apresentar manchas pelo corpo, coceira e outros sintomas. A suspeita inicial surgiu porque familiares relataram contato da menina com detergente da marca Ypê antes do agravamento do quadro. O caso ganhou repercussão nacional porque, no mesmo período, lotes de produtos da empresa estavam sob restrição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a menina recebeu alta hospitalar no dia 20 de maio, após acompanhamento no Hospital Infantil Varela Santiago. A pasta também informou que o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde acompanha o caso e que a avaliação dermatológica apontou possibilidade de urticária multiforme, sem descartar investigação relacionada ao parvovírus humano.
Apesar de o caso da criança não ter relação confirmada com o produto, a Anvisa mantém medidas sanitárias envolvendo lotes específicos da Ypê. A agência determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de produtos lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da marca com numeração final 1, fabricados pela Química Amparo na unidade de Amparo, em São Paulo.
A Anvisa orienta que consumidores que tenham produtos incluídos na Resolução 1.834/2026 suspendam imediatamente o uso e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para informações sobre o recolhimento. A Ypê também informou que os itens abrangidos pela medida seguem com distribuição e comercialização suspensas e orientou os consumidores a não utilizarem os produtos até nova deliberação da autoridade sanitária.
Com os exames, o caso da menina passa a ser tratado pelas autoridades de saúde como quadro infeccioso viral, sem vínculo comprovado com o detergente. A apuração sanitária sobre os lotes da Ypê, no entanto, segue no âmbito da Anvisa.









