Brasil tem 13 candidatos registrados à Presidência em 2026; conheça os nomes

A disputa pela Presidência da República nas Eleições 2026 terminou o prazo de registro com 13 pedidos de candidatura apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As chapas reúnem o atual presidente da República, senadores, ex-governadores, dirigentes partidários, empresários, professores, escritores e candidatos que participam pela primeira vez de uma eleição. O prazo para apresentação dos registros terminou às 19h deste sábado, 15 de agosto.
É importante diferenciar candidatura registrada de candidatura definitivamente aprovada. O protocolo apresentado ao TSE não significa deferimento automático. Cabe ao próprio Tribunal Superior Eleitoral analisar os pedidos de presidente e vice-presidente e verificar requisitos como filiação partidária, domicílio eleitoral, elegibilidade, documentação apresentada e eventual existência de causas de inelegibilidade. Neste domingo (16), os pedidos ainda passavam pela análise da Justiça Eleitoral.
A lista fechada depois do término do prazo reúne Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Clariana Barão (DC), Pablo Marçal (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Romeu Zema (Novo), Wilson Grassi (Democrata), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Os números de urna vão de 13 a 80, conforme as legendas pelas quais as chapas foram registradas.
O número chegou a 13 no fim da tarde de sábado depois que o PRTB protocolou, às 18h51, o pedido de registro da candidatura de Pablo Marçal. Antes disso, levantamentos divulgados durante o sábado contabilizavam 12 chapas. O caso de Marçal possui uma situação jurídica específica, já que o empresário obteve decisão liminar relacionada à filiação partidária, mas permanece alcançado por decisões de inelegibilidade e depende da análise do registro pelo TSE.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro de 2026. Caso nenhum candidato à Presidência obtenha mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet começou oficialmente neste domingo, 16 de agosto.
As informações patrimoniais apresentadas a seguir correspondem às declarações entregues pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral no momento do registro. Esses valores possuem finalidade de transparência eleitoral e não representam uma avaliação patrimonial realizada pelo TSE nem equivalem necessariamente aos critérios utilizados em declarações fiscais.

Lula — PT — número 13
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registrou candidatura à reeleição com o número 13. Aos 80 anos durante a eleição, Lula declarou a ocupação de torneiro mecânico, ensino fundamental completo e patrimônio de R$ 4.775.650,64. A chapa tem novamente Geraldo Alckmin, do PSB, como candidato a vice-presidente. O pedido de registro permanece sujeito à análise do Tribunal Superior Eleitoral.
Lula exerce atualmente seu terceiro mandato como presidente da República. Governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao Palácio do Planalto em janeiro de 2023, após vencer as eleições de 2022. Antes da Presidência, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, teve atuação sindical no ABC Paulista, foi deputado federal constituinte e disputou sucessivas eleições presidenciais desde 1989.
A candidatura reúne PT, PCdoB e PV por meio da Federação Brasil da Esperança e conta com partidos aliados na disputa presidencial. Geraldo Alckmin, de 73 anos, é médico e já governou São Paulo, foi deputado, vice-governador e candidato à Presidência em 2006. No registro de 2026, Alckmin declarou patrimônio de R$ 3.291.457,41.
O programa apresentado pela chapa ao TSE está estruturado em diferentes eixos e aborda desenvolvimento econômico, redução das desigualdades, saúde, educação, segurança pública, soberania nacional e transição ambiental. Entre as propostas apresentadas pela candidatura estão redução da jornada semanal para 40 horas, ampliação da educação em tempo integral e criação de uma estrutura federal específica para a segurança pública. As medidas são compromissos constantes do programa eleitoral e dependem, conforme o caso, de decisões administrativas, disponibilidade orçamentária ou aprovação do Congresso.
Renan Santos — Missão — número 14
Renan Antonio Ferreira dos Santos, conhecido eleitoralmente como Renan Santos, concorre pelo Partido Missão com o número 14. Ele terá 42 anos no primeiro turno, nasceu em São Paulo, declarou ensino superior incompleto e ocupação de empresário. O patrimônio informado à Justiça Eleitoral é de R$ 795.089. O candidato a vice é o coronel Aroldo Medina, também do Missão.
Renan é um dos fundadores e dirigentes do Movimento Brasil Livre (MBL) e ocupa a presidência nacional do Partido Missão, legenda criada a partir do grupo e registrada pela Justiça Eleitoral antes das eleições de 2026. Ele cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação. A disputa presidencial deste ano é sua primeira candidatura eleitoral registrada na base de dados consultada desde 1998.
Aroldo Medina tem 62 anos, declarou ocupação ligada à Polícia Militar e ensino superior completo. O patrimônio apresentado pelo candidato a vice é de aproximadamente R$ 1,59 milhão. Ele já participou de outras eleições, inclusive de disputas estaduais no Rio Grande do Sul.
O programa do Missão apresenta propostas relacionadas a reforma administrativa e redução da estrutura estatal, segurança pública, educação e política urbana. Entre as medidas apresentadas pela candidatura estão construção de unidades prisionais de maior capacidade, mudanças na política de cotas raciais e um programa de transformação urbanística denominado pela própria campanha de “desfavelização”. Essas propostas representam a plataforma registrada pela chapa e ainda dependeriam das atribuições legais de cada Poder para serem implementadas.
Hertz Dias — PSTU — número 16
Hertz da Conceição Dias disputa a Presidência pelo PSTU com o número 16. Professor da rede pública e militante de movimentos sociais, ele terá 55 anos no primeiro turno. Nasceu em São José de Ribamar, no Maranhão, declarou ensino superior completo e a ocupação de professor do ensino fundamental. Hertz informou à Justiça Eleitoral não possuir bens a declarar.
A candidatura tem como vice Vanessa Portugal, também do PSTU. Vanessa tem 56 anos, nasceu em Boa Esperança, em Minas Gerais, é professora e declarou patrimônio de aproximadamente R$ 280 mil. Ela possui histórico de participação em eleições municipais, estaduais e nacionais, incluindo candidaturas ao Governo de Minas e à Prefeitura de Belo Horizonte.
Hertz Dias é professor de História, rapper e militante do movimento negro. Já concorreu a outros cargos, entre eles vice-governador do Maranhão, vice-presidente da República, prefeito de São Luís e governador do Maranhão. Em 2018, integrou como candidato a vice a chapa presidencial do PSTU.
O programa apresentado pelo PSTU possui orientação socialista e defende mudanças nas relações trabalhistas e na estrutura econômica. Entre as medidas propostas estão o fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho, aumento real do salário mínimo, alterações nas regras de terceirização e mudanças no sistema econômico. São propostas partidárias que precisam ser analisadas dentro das competências constitucionais da Presidência e do Congresso Nacional.
Edmilson Costa — PCB — número 21
Edmilson Silva Costa é o candidato do PCB à Presidência, com o número 21. Ele terá 76 anos na eleição, nasceu em Pedreiras, no Maranhão, possui ensino superior completo e declarou a ocupação de aposentado. O patrimônio apresentado à Justiça Eleitoral soma R$ 454.485,68, composto principalmente por participação em imóvel, previdência e recursos financeiros.
A candidata a vice é Cleusa Santos, também do PCB. Servidora pública aposentada, ela já participou de disputa eleitoral municipal e declarou patrimônio aproximado de R$ 1,79 milhão no pedido de registro apresentado para 2026.
Edmilson Costa possui doutorado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), participação histórica na direção do PCB e atuação política ligada ao partido desde a década de 1970. Já concorreu a prefeito de São Paulo, senador e vice-presidente da República. Em 2010, integrou a chapa presidencial do PCB como candidato a vice.
O programa apresentado pelo PCB está organizado em torno da proposta de construção do chamado “Poder Popular” e de mudanças de orientação socialista na economia. Entre os pontos estão ampliação da presença estatal em setores considerados estratégicos, redução da jornada de trabalho e expansão dos serviços públicos de saúde, educação e transporte.
Flávio Bolsonaro — PL — número 22
Flávio Nantes Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, disputa a Presidência pelo PL com o número 22. Ele tem 45 anos, nasceu em Resende, no Rio de Janeiro, é advogado, possui ensino superior completo e declarou a ocupação de senador. O patrimônio informado ao TSE é de R$ 8.186.555,83.
O principal bem declarado é uma residência no Lago Sul, em Brasília, avaliada em aproximadamente R$ 6,22 milhões. O registro também apresenta investimentos financeiros, contas bancárias, veículo e outros ativos. A chapa é formada exclusivamente pelo PL e tem como candidato a vice o deputado federal Alfredo Gaspar, de Alagoas.
Flávio Bolsonaro iniciou a carreira eleitoral como deputado estadual pelo Rio de Janeiro e exerceu quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa. Em 2018, foi eleito senador e assumiu o mandato em 2019. Também disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Ele é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alfredo Gaspar tem 56 anos, é deputado federal por Alagoas e declarou patrimônio de R$ 564.666,16. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, exerceu funções no Ministério Público de Alagoas e disputou a Prefeitura de Maceió em 2020.
Durante o processo de registro, a filiação de Flávio Bolsonaro ao PL foi alvo de um problema provocado por um registro partidário atribuído ao Missão. O caso chegou ao TSE, e decisão do ministro Nunes Marques restabeleceu a filiação ao PL e determinou o cancelamento do registro contestado. O episódio também passou a ser apurado pela Polícia Federal, enquanto o Missão declarou ter sido vítima da irregularidade.
O programa presidencial de Flávio apresenta propostas de endurecimento das políticas de segurança, alterações na legislação penal, redução da estrutura ministerial, mudanças tributárias, privatizações e revisão de regras institucionais. Entre as propostas divulgadas estão redução da maioridade penal, classificação de determinadas organizações criminosas em categorias relacionadas ao terrorismo, criação de novos presídios federais de segurança máxima e fim da possibilidade de reeleição presidencial.
Clariana Barão — DC — número 27
Clariana Zacarkim Barão é a candidata do Democracia Cristã (DC), com o número 27. Ela tem 39 anos, nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso, é advogada, possui ensino superior completo e declarou patrimônio de R$ 1.820.760,17. O pedido de candidatura é o primeiro registro eleitoral de Clariana encontrado nas bases consultadas.
A candidata a vice é Fabiana Torquato, também do DC. Fabiana tem 46 anos, é advogada, nasceu no estado de São Paulo e declarou patrimônio de aproximadamente R$ 2,22 milhões. Assim como Clariana, participa de sua primeira disputa eleitoral registrada.
Clariana atua na advocacia e na direção partidária em Mato Grosso. Sua escolha para a disputa presidencial ocorreu durante o processo de definição da chapa nacional do DC, depois de mudanças nos nomes considerados anteriormente pela legenda.
O programa apresentado pela chapa recebeu o título “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã”. Entre os temas estão proteção de mulheres e crianças, apoio a pequenos negócios, simplificação regulatória, infraestrutura, revisão de despesas públicas e segurança nas fronteiras. O documento também trata do combate ao tráfico de drogas e armas e de mecanismos de rastreamento financeiro relacionados ao crime organizado.
Pablo Marçal — PRTB — número 28
Pablo Henrique Costa Marçal protocolou candidatura à Presidência pelo PRTB com o número 28 no fim do prazo eleitoral. O registro foi apresentado às 18h51 de sábado (15), nove minutos antes do encerramento do prazo. Marçal tem 39 anos, nasceu em Goiânia, declarou ensino superior completo e ocupação de diretor de empresas.
O patrimônio declarado por Marçal no pedido apresentado em 2026 soma aproximadamente R$ 7,42 bilhões. Segundo a relação registrada na Justiça Eleitoral, a maior parcela está associada a aplicações financeiras, além de terreno, participações empresariais e outros ativos. Como ocorre com todos os candidatos, trata-se de declaração apresentada pelo próprio requerente e disponibilizada para consulta pública pela Justiça Eleitoral.
O candidato a vice é Leonardo Avalanche, presidente do PRTB. Ele tem 48 anos e declarou patrimônio de aproximadamente R$ 495,2 milhões, incluindo valores registrados em criptoativos, obras de arte, joias e outros bens. Avalanche havia sido apresentado anteriormente como possível candidato presidencial da legenda antes da definição por Marçal.
Marçal é empresário e influenciador digital e disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024, quando recebeu mais de 1,7 milhão de votos e terminou a eleição fora do segundo turno. Em 2022, tentou participar da disputa presidencial pelo Pros e posteriormente concorreu a deputado federal, mas situações partidárias e judiciais impediram que aquelas candidaturas resultassem em mandato.
A candidatura de 2026 possui uma situação jurídica diferente das demais. Marçal obteve uma liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo que reconheceu sua filiação ao PRTB de forma retroativa a 4 de abril, permitindo o protocolo do pedido. Entretanto, decisões da Justiça Eleitoral paulista relacionadas à campanha municipal de 2024 declararam sua inelegibilidade, e recursos ainda estão em andamento. Por isso, o registro apresentado ao TSE não significa que Marçal esteja definitivamente autorizado a disputar a eleição. A questão será examinada judicialmente.
Rui Costa Pimenta — PCO — número 29
Rui Costa Pimenta concorre novamente à Presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), com o número 29. Ele tem 69 anos, nasceu em São Paulo, possui ensino superior completo e declarou a ocupação de jornalista e redator. No pedido de registro de 2026, informou não possuir bens a declarar.
O candidato a vice é Antônio Carlos, também do PCO. Ele tem 63 anos, nasceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, declarou ocupação de servidor público estadual, ensino superior completo e patrimônio aproximado de R$ 110 mil.
Rui é dirigente histórico e presidente nacional do PCO. Participou da formação do PT antes de integrar o grupo que posteriormente deu origem ao Partido da Causa Operária. Já concorreu à Presidência em 2002, 2010 e 2014, além de ter participado de outras disputas eleitorais.
Poucos dias antes do prazo para o registro das candidaturas, Rui Costa Pimenta foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas relacionadas à utilização de recursos partidários e eleitorais. Uma decisão judicial também determinou medidas contra o dirigente. O PCO e Rui contestam as acusações e afirmam que a investigação possui caráter de perseguição política. O inquérito não representa condenação e as responsabilidades ainda são objeto de apuração.
No programa eleitoral, o PCO propõe reverter privatizações, ampliar a presença estatal em setores da economia, nacionalizar áreas consideradas estratégicas, aumentar salários e reduzir a jornada de trabalho. O documento também defende a revogação das reformas trabalhista e previdenciária.
Romeu Zema — Novo — número 30
Romeu Zema Neto concorre à Presidência pelo Partido Novo com o número 30. O empresário mineiro terá 61 anos no primeiro turno, nasceu em Araxá, no Alto Paranaíba, possui ensino superior completo e declarou a ocupação de empresário. O patrimônio informado à Justiça Eleitoral soma R$ 178.707.610,09.
Entre os principais ativos declarados estão participações empresariais e aplicações financeiras. Zema possui histórico profissional ligado ao Grupo Zema, empresa fundada pela família e com atuação em diferentes setores. Ele é formado em Administração de Empresas.
Zema foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022. Deixou o Governo de Minas em 2026 para cumprir a exigência de desincompatibilização e disputar a Presidência. Antes de chegar ao Executivo mineiro, não havia exercido mandato eletivo.
O candidato a vice é o senador Eduardo Girão, do Ceará, também filiado ao Novo. Girão tem 54 anos e declarou patrimônio de R$ 34.117.202,51. Empresário antes de entrar para a política, foi eleito senador em 2018 e também disputou a Prefeitura de Fortaleza em 2024.
O programa de Zema, apresentado sob o nome “Plano Implacável”, reúne propostas em áreas como economia, segurança, relações exteriores e reforma do Estado. Entre as medidas divulgadas estão privatizações, mudanças nas regras trabalhistas, redução da maioridade penal, extinção do Fundo Eleitoral, privatização da Petrobras e saída do Brasil do Brics. A implementação de parte dessas propostas dependeria de aprovação do Congresso ou de outros procedimentos legais.
Wilson Grassi — Democrata — número 35
Wilson Grassi Junior é o candidato do partido Democrata, antigo PMB, à Presidência, com o número 35. Ele tem 56 anos, nasceu em São Paulo, é médico-veterinário e possui ensino superior completo. No pedido apresentado ao TSE, declarou patrimônio de R$ 50 milhões.
O valor foi registrado principalmente na categoria de outros bens e direitos, relacionada, conforme a declaração, a direitos sobre imóveis financiados e participações empresariais. A Justiça Eleitoral publica as informações fornecidas pelos candidatos, mas não atribui aos valores declarados a função de avaliação fiscal ou auditoria patrimonial.
Grassi tem atuação ligada à defesa animal e já concorreu a outros cargos, incluindo deputado estadual, deputado federal e vereador de São Paulo, sem ter sido eleito. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal paulistana e recebeu 2.777 votos.
A candidata a vice é Suêd Haidar, empresária e dirigente partidária. Ela tem 67 anos, nasceu em São Luís, no Maranhão, declarou ensino médio completo e patrimônio de aproximadamente R$ 460 mil. Suêd também aparece ligada à fundação e direção da legenda.
O plano de governo do Democrata apresenta um modelo chamado pelo partido de “Método D35”. Entre as propostas divulgadas estão alterações tributárias, criação de uma tributação sobre movimentações financeiras, isenção de Imposto de Renda para determinadas faixas de renda, simplificação burocrática e ampliação da digitalização dos serviços públicos.
Ronaldo Caiado — PSD — número 55
Ronaldo Ramos Caiado disputa a Presidência pelo PSD com o número 55. Ele terá 77 anos no primeiro turno, nasceu em Anápolis, em Goiás, é médico e possui ensino superior completo. O patrimônio declarado soma R$ 52.557.930,98.
Entre os valores registrados aparecem propriedades rurais, criação de animais, investimentos e outros bens. Caiado está entre os candidatos com maior patrimônio declarado nesta eleição.
O goiano possui uma das trajetórias políticas mais longas entre os candidatos de 2026. Foi deputado federal por vários mandatos, senador e governador de Goiás. Assumiu o governo estadual em 2019 e conquistou a reeleição em 2022. Deixou o cargo em 2026 para concorrer à Presidência. Esta não é sua primeira tentativa de chegar ao Planalto: Caiado disputou a eleição presidencial de 1989.
Seu candidato a vice é Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Kassab tem 66 anos, é engenheiro, ex-prefeito de São Paulo, ex-deputado federal e ex-ministro. No registro apresentado à Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 20.994.349.
O programa de Caiado tem entre os eixos segurança pública, ajuste fiscal, saúde e mudanças institucionais. Entre as propostas estão o fim da reeleição para cargos executivos, alterações na legislação penal e ampliação de investimentos. O plano de saúde contou com participação do ex-ministro Henrique Mandetta e reúne dezenas de medidas apresentadas pela campanha.
Augusto Cury — Avante — número 70
Augusto Jorge Cury é candidato à Presidência pelo Avante com o número 70. O escritor e psiquiatra terá 68 anos no primeiro turno, nasceu em Colina, no interior de São Paulo, possui ensino superior completo e declarou como ocupação “escritor e crítico”. Esta é sua primeira disputa eleitoral.
Cury declarou patrimônio de R$ 242.281.162,52. Antes da entrada de Pablo Marçal no sistema, era o maior patrimônio declarado entre os candidatos presidenciais registrados. Entre seus ativos estão créditos, participações societárias, investimentos e outros direitos. Um dos maiores valores é um crédito superior a R$ 121 milhões relacionado a uma empresa.
O candidato tornou-se conhecido nacionalmente pela produção de livros nas áreas de comportamento, educação e desenvolvimento pessoal. Sua trajetória profissional ocorreu principalmente fora da política partidária. A eleição de 2026 marca sua estreia como candidato a cargo público.
O candidato a vice é Júlio Delgado, também do Avante. Delgado tem 59 anos, é advogado e possui uma trajetória política iniciada em Minas Gerais, com vários mandatos de deputado federal. Também disputou a Prefeitura de Juiz de Fora. O patrimônio declarado por ele é de aproximadamente R$ 3,52 milhões.
O programa de Cury inclui medidas destinadas a aproximar o déficit público de zero, reduzir despesas do governo, discutir a adoção do semipresidencialismo e promover mudanças educacionais voltadas ao desenvolvimento do pensamento crítico. O documento também apresenta projetos em diferentes áreas da administração federal e propostas de mudanças institucionais.
Samara Martins — UP — número 80
Samara Martins da Silva Feitosa é a candidata da Unidade Popular (UP), com o número 80. Ela terá 39 anos no primeiro turno, nasceu em Belo Horizonte, é dentista e possui ensino superior completo. No registro eleitoral, declarou patrimônio de R$ 33 mil, formado por um automóvel e recursos em conta de poupança.
Samara atua profissionalmente no Sistema Único de Saúde e possui participação em movimentos populares, de mulheres e do movimento negro. Integra a direção nacional da Unidade Popular e já participou de outras eleições. Em 2022, foi candidata a vice-presidente na chapa de Leonardo Péricles. Também disputou uma vaga de vereadora em Natal em 2020.
A candidata a vice é Raquel Brício, também da UP. Raquel tem 34 anos, nasceu em Moju, no Pará, declarou ocupação de vigilante e ensino superior completo. Não informou bens a declarar. Ela já concorreu a deputada estadual, vereadora e à Prefeitura de Belém.
O programa da Unidade Popular propõe mudanças econômicas, trabalhistas e sociais. Entre as medidas apresentadas estão aumento de 100% do salário mínimo, fim da escala 6×1, jornada semanal de 36 horas, revogação das reformas trabalhista e previdenciária, ampliação dos investimentos em educação e tributação sobre grandes patrimônios. O documento também defende maior controle estatal sobre bancos e empresas consideradas estratégicas.
Os patrimônios declarados
Os registros mostram diferenças expressivas entre os patrimônios informados pelos candidatos. Com o protocolo feito no fim do prazo, Pablo Marçal passou a apresentar o maior valor declarado, aproximadamente R$ 7,42 bilhões. Na sequência aparecem Augusto Cury, com cerca de R$ 242,28 milhões; Romeu Zema, com R$ 178,71 milhões; Ronaldo Caiado, com R$ 52,56 milhões; e Wilson Grassi, com R$ 50 milhões. Os números correspondem às declarações entregues à Justiça Eleitoral e podem sofrer atualização no próprio sistema.
Flávio Bolsonaro declarou aproximadamente R$ 8,19 milhões; Lula, R$ 4,78 milhões; Clariana Barão, R$ 1,82 milhão; Renan Santos, R$ 795 mil; Edmilson Costa, R$ 454,49 mil; e Samara Martins, R$ 33 mil. Hertz Dias e Rui Costa Pimenta informaram não possuir bens a declarar.
Números dos candidatos à Presidência
Na urna eletrônica, Lula concorre com o número 13; Renan Santos, 14; Hertz Dias, 16; Edmilson Costa, 21; Flávio Bolsonaro, 22; Clariana Barão, 27; Pablo Marçal, 28; Rui Costa Pimenta, 29; Romeu Zema, 30; Wilson Grassi, 35; Ronaldo Caiado, 55; Augusto Cury, 70; e Samara Martins, 80. As informações correspondem aos pedidos protocolados e divulgados pela Justiça Eleitoral.
A partir deste domingo, os candidatos estão autorizados a pedir votos e realizar propaganda eleitoral nas ruas e na internet, observando as regras estabelecidas para a campanha de 2026. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e segue, no primeiro turno, até 1º de outubro.
Os registros ainda serão julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. A legislação permite contestações, impugnações, recursos e, em determinadas situações previstas em lei, substituições de candidatos. Por isso, a existência do nome no DivulgaCandContas neste momento significa que houve pedido de registro, e não necessariamente que a candidatura já recebeu decisão definitiva de deferimento.
O sistema DivulgaCandContas continuará sendo atualizado pela Justiça Eleitoral ao longo da campanha com a situação dos registros, informações das chapas, declarações patrimoniais, arrecadação, despesas e prestações de contas. O TSE também disponibiliza os dados das Eleições 2026 em seu Portal de Dados Abertos.








