Sim, somos da geração…

Hoje, assistindo à TV, no Domingão do Hulk, apareceu Kid Abelha e veio uma onda de lembranças…
“Fazer amor de madrugada…” (em cima da cama debaixo da escada), “amor com jeito de virada” (comia a patroa, depois a empregada) kkk… assim a gente completava as músicas kkk e viralizava.
Somos de uma geração que sabia tudo, e sem ter a ajuda do celular.
Sabíamos as músicas porque ouvíamos na rádio e decorávamos as letras copiadas das capas dos LPs.
Todo mês acontecia um show, e a grande maioria no poliesportivo. Comprávamos os ingressos com antecedência e contávamos os dias para a chegada. Não perdíamos nenhum.
Me lembro de um em que fomos eu, Gilberto e a Laila. Estava lotado. Fomos dando um jeitinho, cavando nosso espaço para conseguir entrar. Quase chegando na bilheteria, levantei os braços para refrescar. Existia um doido, o Kaka, na cidade, que vendia doces em um balaio. Nisso, sinto um balaio nas minhas mãos… não deu outra: o louco colocou nas minhas mãos kkk. O pior é que não consegui descer os braços e falava com ele: “tira esse trem dos meus braços kkk, seu louco”. E ele me olhava e dizia: “espera só mais um pouco, quero descansar” kkk. Fritada dos ovos: custou a tirar, e meus primos Gilberto e Laila quase morrendo de tanto rir kkk.
O dia estava uma loucura e, ao entrarmos, fomos correndo para a pista e sentamos no chão para esperar o show.
E, em uma explosão, entrou a banda e a galera levantou em uma avalanche de emoções kkk. Mas, nessa hora, o Gilberto, ao levantar, perdeu o sapato kkk. E como acha naquela loucura e no escuro? Eu e Laila tivemos uma crise de riso kkk, e ele, muito nervoso, subia e descia caçando o famigerado sapato kkk… até que, por sorte, achou e danou a dar sapatada no povo kkk.
Tempo bom, tempo de alegria. Éramos muito felizes e sabíamos aproveitar tudo e mais alguma coisa…
O mais importante: sem celular, sem internet, mas conectados com o mundo e deliciosamente felizes.
Amnysinho Rachid
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