Política

Vereador pede Comissão Especial para investigar contratação da Fundação Getúlio Vargas pela Prefeitura de Divinópolis

Em novembro do ano passado, a Prefeitura de Divinópolis assinou contrato para prestação de serviços de assessoria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada sem licitação, para a prestação de serviços no processo em andamento da licitação que vai contratar nova empresa para prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Segundo a Prefeitura, a contratação da FGV foi necessária para prestar apoio técnico-jurídico e operacional na concessão dos serviços públicos de abastecimento de água potável e de esgoto sanitário, de acordo com o pano municipal de saneamento básico (PMSB).

De óculos escuros na primeira sessão da Câmara em 2024 por causa de uma cirurgia nos olhos, Edsom Sousa quer investigar gastos com FGV (Fodo: Reprodução/TV Camara)

O contrato, de R$ 1.930.000,00, está em execução, porém há questionamentos tanto quanto o valor global, quanto pela dispensa de licitação, já que há no mercado várias empresas com a mesma capacidade para a prestação do serviço. Há também questionamento sobre a utilização de uma empresa externa para prestar um serviço que, na análise do vereador Edsom Sousa (Cidadania) deveria ser executado por servidores regularmente contratados pelo município.

A Prefeitura já gastou R$ 825 mil com a empresa Serenco Engenharia praticamente com o mesmo objetivo. A Serenco, segundo a própria Prefeitura, foi contratada para “prestação de serviços técnicos especializados para auxiliar o Município no processo da nova concessão e a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB)”. Já a FGV, ainda de acordo com a Prefeitura, foi contratada para “prestação de apoio técnico-jurídico” no mesmo processo.

Na primeira sessão da Câmara de 2024, realizada nesta quinta-feira (1°/02), Edsom Sousa pediu a formação de uma Comissão Especial para investigar o contrato assinado entre o município e a FGV. Para o vereador “é um absurdo a Prefeitura gastar quase R$ 2 milhões com a Fundação Getúlio Vargas, sendo que já foi realizada uma despesa de R$ 825.000,00 para elaborar o Plano Municipal de Saneamento Básico”. Edsom Sousa afirma, ainda, que o município “já conta com centenas de servidores públicos capacitados e especializados para a implementação do Plano de Saneamento”.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Em uma longa nota de esclarecimento, publicada na quarta-feira (31), o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) tentou justificar a contratação da FGV. A  nota lembra a nulidade do contrato com a Copasa, atual concessionária dos serviços de abastecimento de água e esgoto e justifica que a medida  foi adotada “em decorrência de anos de ausência de investimentos necessários pela atual concessionária”. Disse que a Copasa “apresenta índices insatisfatórios no atendimento à população, em razão da baixa qualidade dos serviços e a total ausência do tratamento do esgoto sanitário, apesar de haver cobrança de tarifa”.

Ainda de acordo com o prefeito, após a anulação do contrato, foram definidos “os procedimentos para a realização de um novo contrato de concessão, realizando os estudos e as avaliações indispensáveis para uma nova licitação”. É nesse contexto, segundo o Chefe do Executivo, que entra a Serenco Engenharia, contratada para “auxiliar o município no processo da nova concessão e revisão do Plano de Saneamento”.

O prefeito nega que haja servidores regulares do município disponíveis para a execução do projeto.  “Na atualidade, a administração pública local conta com uma estrutura técnica administrativa de pessoal totalmente voltada às atividades de rotina. Adicionalmente, não há no quadro de pessoal técnico municipal, servidores com formação e notória especialização, atestada por experiência na implementação de projetos similares, o que revela uma situação de total ausência de condições de realizar as ações necessárias para a concessão exitosa dos serviços”, afirmou o prefeito. Segundo ele, diante desse quadro, foi necessária a contratação da Fundação Getúlio Vargas.

“A contratação de instituição externa e especializada para o fornecimento do apoio técnico-jurídico no procedimento de concessão dos serviços de abastecimento de água potável e de esgotamento sanitário, faz-se relevante e necessário. A municipalidade acredita alcançar, com apoio da Fundação Getúlio Vargas, a entrega de uma concessão com resultado no equilíbrio econômico-financeiro e qualitativo, com a transparência, legalidade e a imparcialidade que a matéria requer”.

Fonte – Comunicação Sintram

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.