Política

Após denúncias na Ouvidoria da Cultura, deputada Lohanna junto ao Bloco Democracia e Luta, solicita Audiência Pública sobre a Filarmônica

A deputada Lohanna (PV), junto ao Bloco Democracia e Luta solicitou nesta terça-feira (09/04) Audiência Pública para tratar sobre a Orquestra Filarmônica e o imbróglio envolvendo a Sala Minas Gerais. Nos últimos dias, a deputada recebeu dezenas de pedidos de apuração por meio da Ouvidoria da Cultura, um canal criado por seu mandato.
Segundo a deputada, o Instituto Cultural Filarmônica, que faz a gestão da sala e da orquestra, foi avisado que deverá desocupar todos os espaços da Sala Minas Gerais até 31 de julho. O instituto apontou ainda não ter tomado conhecimento da assinatura do “Acordo de Cooperação Técnica para Gestão Compartilhada da Sala Minas Gerais e Mineiraria” entre a Codemig e a Fiemg/Sesi Minas – anunciada pelo Governo de Minas na sexta-feira (05/04).
Com o acordo, a Codemig passa a gestão para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), através do Sesi, por cinco anos. A Filarmônica afirmou que só tomou conhecimento da gestão compartilhada através da imprensa.
“Nós estamos propondo uma Audiência Pública para ouvir os envolvidos, entender a situação e juntos conseguir encontrar uma solução. Pedi apoio ao Bloco Democracia e Luta, que prontamente atendeu meu pedido, dada a importância da Filarmônica para Minas Gerais”, disse Lohanna.
Vice-presidente da Comissão de Cultura, a parlamentar disse que estão atentos e cobrando uma resposta do Governo de Minas, para evitar o despejo do Instituto Cultural Filarmônica. A deputada também noticiará o Ministério Público (MPMG) sobre a situação. “Estamos trabalhando muito para que essa ‘expulsão’, que é uma situação absurda e desrespeitosa, não siga em frente”.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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