Vigilância Sanitária divulga novos detalhes da Operação que apreendeu 1,2 tonelada de carne e linguiça impróprias para consumo em Divinópolis

Uma operação integrada entre a Polícia Militar de Minas Gerais, o Ministério Público, o Procon, o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e a Vigilância Sanitária resultou na apreensão de cerca de 1.200 quilos de carne e linguiça em um estabelecimento localizado no bairro Morada Nova, em Divinópolis, na manhã desta quarta-feira (8). A ação foi desencadeada após denúncias sobre produção irregular de embutidos e comercialização de alimentos sem registro sanitário.
Durante a fiscalização, os órgãos constataram diversas irregularidades nas condições de produção e armazenamento dos produtos. O ambiente apresentava falta de higiene, equipamentos em más condições de uso e ausência de documentação obrigatória para manipulação de alimentos de origem animal. As equipes destacaram que a situação colocava em risco direto a saúde e a segurança alimentar dos consumidores.
Diante das infrações, os fiscais determinaram o recolhimento e descarte imediato de aproximadamente 1.500 quilos de carne e linguiça impróprias para o consumo humano. O material será encaminhado para destinação final adequada sob acompanhamento da Vigilância Sanitária Municipal, conforme os protocolos de segurança ambiental e sanitária.
A Polícia Militar, por meio do 23º Batalhão, participou da operação garantindo o apoio logístico e a segurança dos fiscais durante toda a ação. Segundo a corporação, a presença policial é essencial em fiscalizações desse tipo, que muitas vezes envolvem locais de difícil acesso ou resistência por parte dos responsáveis.
A operação também contou com o trabalho conjunto do Ministério Público de Defesa do Consumidor, que supervisionou as medidas adotadas e acompanhará o processo administrativo. O órgão informou que dará continuidade às investigações sobre os proprietários do estabelecimento, buscando identificar a origem da matéria-prima utilizada e possíveis vínculos com outros pontos de produção clandestina.
De acordo com o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), a produção e comercialização de alimentos de origem animal sem registro sanitário configuram infração grave e podem resultar em penalidades severas, incluindo multa e interdição do local, além de responsabilização criminal. O órgão reforçou que a fiscalização tem caráter preventivo e visa garantir a oferta de produtos dentro dos padrões de higiene e qualidade exigidos pela legislação.
Durante a vistoria, os fiscais encontraram ainda rótulos avulsos e embalagens sem procedência, indício de possível falsificação de identificação comercial. Parte dos produtos apreendidos apresentava mau cheiro e sinais de deterioração, sendo imediatamente classificados como impróprios para o consumo humano.
O caso foi registrado e será encaminhado à Junta Administrativa da Secretaria Municipal de Agronegócios, que fará a análise das infrações e determinará as medidas cabíveis. Paralelamente, o Ministério Público avaliará a abertura de inquérito civil para responsabilizar os envolvidos e coibir novas práticas irregulares no município.
A Prefeitura de Divinópolis, por meio de seus órgãos de fiscalização, destacou que operações conjuntas como essa serão intensificadas, especialmente nas próximas semanas, com o objetivo de identificar estabelecimentos que funcionam fora das normas sanitárias. A meta é garantir a saúde dos consumidores e combater o comércio irregular de produtos alimentícios.
O SIM orienta que a população denuncie casos suspeitos de produção ou venda de alimentos sem registro por meio do telefone (37) 3229-6659 ou junto aos demais órgãos de fiscalização. O sigilo das informações é garantido.













