Polícia

Terror na creche: professora é indiciada pela Polícia Civil por maus-tratos a seis crianças em Arcos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta quarta-feira (9), as investigações que apuravam denúncias de maus-tratos contra crianças de cerca de 3 anos em uma creche municipal da cidade de Arcos, região Centro-Oeste de Minas. As apurações resultaram no indiciamento de uma professora de 37 anos, acusada de submeter seis alunos a agressões físicas e psicológicas dentro da sala de aula.

Segundo a PCMG, os inquéritos foram instaurados em 1º de agosto de 2025, após uma requisição do Ministério Público, com base em documentos enviados pela Secretaria Municipal de Educação, relatando queixas de conduta violenta por parte da docente. No mesmo período, a professora foi afastada preventivamente de suas funções por meio de processo administrativo.

As investigações apontaram que a mulher utilizava métodos abusivos de disciplina e correção, expondo as crianças a situações de sofrimento físico e emocional. Testemunhas relataram episódios de gritos, ameaças e castigos dentro da sala de aula. A Polícia Civil destacou que a suspeita abusava da posição de autoridade e do dever de vigilância, o que configurou dolo em suas ações.

Durante o trabalho investigativo, a corporação colheu depoimentos de pais, funcionários e colegas de trabalho, que confirmaram os relatos de maus-tratos. Segundo o relatório final, a educadora extrapolava sua função pedagógica, agindo com excessos incompatíveis com o ambiente escolar. A investigação reuniu mais de 100 páginas de laudos e oitivas, que embasaram o indiciamento.

Em interrogatório, a professora negou todas as acusações, afirmando que apenas mantinha a disciplina em sala de aula. Apesar disso, o delegado responsável pelo caso concluiu que havia provas suficientes de conduta abusiva, especialmente pela vulnerabilidade das vítimas. O crime de maus-tratos é previsto no artigo 136 do Código Penal, com pena que pode chegar a quatro anos de prisão.

Os procedimentos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora analisarão o oferecimento de denúncia formal. Caso seja aceita, a professora passará a responder judicialmente, podendo ser condenada por maus-tratos qualificados devido à função que exercia.

O caso provocou forte comoção em Arcos e acendeu o alerta sobre a importância da fiscalização constante em unidades de ensino infantil. A Secretaria Municipal de Educação informou que colabora com as investigações e que a servidora permanece afastada até decisão judicial definitiva. A PCMG reforçou que a denúncia e a apuração de crimes contra crianças seguem como prioridade absoluta nas ações da instituição.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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