Polícia

Rei da Sucata é preso dentro de shopping de São Paulo após ser localizado por equipes de inteligência de Minas Gerais

Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido como “Rei da Sucata”, foi preso na noite de sábado (7 de novembro), em São Paulo, após aproximadamente seis meses de trabalho de inteligência coordenado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Ele era procurado pela Justiça de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, possuía dois mandados de prisão e estava incluído na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). A prisão ocorreu por volta das 18h40, dentro de uma loja da Cartier, no Shopping Cidade Jardim, na capital paulista. A localização foi possível após o cruzamento de informações sobre deslocamentos, contatos e possíveis endereços utilizados pelo foragido.

A operação foi resultado de levantamentos realizados pelo Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI) e pelo Núcleo de Inteligência (NUINT) do Ministério Público de Minas Gerais. Durante aproximadamente seis meses, as equipes acompanharam informações relacionadas aos locais frequentados pelo procurado, seus vínculos e os meios de comunicação que poderiam contribuir para sua localização. O trabalho envolveu análise de dados e cooperação entre instituições de segurança pública de diferentes estados, permitindo identificar a presença de Rodrigo na capital paulista.

Homem sorrindo ao lado de um cavalo marrom usando faixa de premiação.

O homem era alvo de duas determinações judiciais de prisão. Em Minas Gerais, havia um mandado expedido pela Vara de Execuções Criminais de Belo Horizonte, vinculada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). No Rio de Janeiro, a 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da capital fluminense havia determinado sua prisão preventiva. As duas ordens estavam em vigor no momento da captura, permitindo que os policiais realizassem a abordagem e os procedimentos necessários para o cumprimento das determinações judiciais.

Além dos mandados expedidos no Brasil, Rodrigo também estava incluído na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para solicitar a localização de pessoas procuradas e, conforme as condições legais aplicáveis, sua prisão provisória para fins de extradição ou outras providências judiciais. A articulação para sua inclusão no sistema internacional contou com a participação do Ministério Público de Minas Gerais. O registro ampliava o alcance das buscas para além do território brasileiro, embora a prisão tenha ocorrido na cidade de São Paulo.

Durante os levantamentos, os profissionais de inteligência conseguiram identificar um apartamento localizado na região dos Jardins, na capital paulista. O imóvel era utilizado por Rodrigo durante o período em que permanecia foragido. A identificação do endereço ocorreu após o cruzamento de informações relacionadas à movimentação do procurado e a possíveis locais de permanência. Com esses dados, as equipes passaram a concentrar as diligências na região, buscando confirmar sua localização antes de realizar a abordagem.

As informações reunidas pelo Ministério Público de Minas Gerais foram compartilhadas com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (DRE/PCRJ), que participou das ações destinadas ao cumprimento dos mandados. Na tarde de sábado, os policiais verificaram que Rodrigo não estava no apartamento identificado durante os levantamentos. A partir dessa constatação, o acompanhamento das informações disponíveis permitiu direcionar as equipes para outro endereço na capital paulista.

O monitoramento levou os policiais ao Shopping Cidade Jardim, onde Rodrigo foi localizado dentro de uma loja da Cartier. A abordagem ocorreu por volta das 18h40, quando os agentes confirmaram sua presença no estabelecimento e efetuaram a prisão. Segundo as informações da operação, ele não apresentou resistência durante a ação policial. A captura ocorreu sem registro de confronto, encerrando a etapa de localização que vinha sendo desenvolvida pelas equipes de inteligência desde meses anteriores.

A operação também contou com articulação junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, responsável pelo apoio institucional às providências posteriores à prisão. A cooperação entre os órgãos mineiros, fluminenses e paulistas permitiu que as informações produzidas durante os levantamentos fossem utilizadas para orientar a atuação policial no local onde o procurado foi encontrado. O trabalho reuniu atividades de inteligência, investigação e cumprimento de ordens judiciais expedidas em diferentes estados.

Após a prisão, Rodrigo foi encaminhado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), na 1ª Delegacia de Polícia de Capturas da Polícia Civil de São Paulo. Na unidade, foram realizados os procedimentos necessários para formalizar o cumprimento dos mandados de prisão. O detido também passou por exame médico-legal, etapa prevista nos procedimentos relacionados à custódia de pessoas presas. Posteriormente, foi apresentado ao Poder Judiciário para as providências decorrentes das decisões judiciais que determinaram sua prisão.

A localização do foragido exigiu a análise de informações obtidas ao longo de vários meses, incluindo dados que permitiram identificar sua permanência em São Paulo e acompanhar seus deslocamentos. Os levantamentos realizados pelo GSI e pelo NUINT foram utilizados para orientar as equipes policiais responsáveis pela abordagem. A atuação conjunta envolveu instituições de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, além dos procedimentos relacionados à inclusão do procurado no sistema internacional de localização da Interpol.

As informações divulgadas sobre a prisão não detalham os crimes relacionados aos mandados judiciais nem apresentam os períodos de cumprimento das penas ou as circunstâncias que levaram à decretação da prisão preventiva. A existência de uma ordem expedida pela Vara de Execuções Criminais de Belo Horizonte e de outra determinada pela Justiça do Rio de Janeiro foi confirmada, mas não foram disponibilizados outros detalhes processuais. Também não foi informado se Rodrigo permanecerá custodiado em São Paulo ou será transferido para outro estado.

Com o cumprimento das ordens de prisão, caberá ao Poder Judiciário definir os procedimentos seguintes relacionados à situação do detido. As providências deverão considerar as determinações expedidas pelas autoridades judiciais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, além das regras aplicáveis à custódia e à eventual transferência entre unidades prisionais. A atuação das instituições envolvidas na operação permitiu localizar Rodrigo na capital paulista e efetivar sua apresentação à Justiça.

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Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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