Polícia

Homem que matou a própria irmã a facadas é condenado a 20 anos de prisão em Divinópolis

Rogério Francisco da Silva, de 51 anos, foi condenado a 20 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, por matar a própria irmã, Marília Graziele, de 40 anos, em Divinópolis. O júri popular foi realizado nesta segunda-feira, 25 de maio, sete meses após o crime.

O assassinato aconteceu em outubro de 2025, no bairro Nilda Barros. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu em um contexto de violência familiar, marcado por desentendimentos frequentes entre o condenado e a vítima.

De acordo com o processo, Rogério morava com a mãe e um irmão. Marília residia em um imóvel próximo ao da família. No dia do crime, ela foi até a casa onde o irmão estava com a mãe. Durante uma discussão, conforme a acusação, a vítima teria ofendido Rogério, pegado um copo e arremessado ao chão.

A mãe pediu que Marília deixasse a residência. A mulher saiu do imóvel, mas permaneceu em frente à casa. Nesse momento, Rogério pegou uma faca e foi atrás da irmã.

Ainda conforme o Ministério Público, ele atacou Marília a facadas, atingindo principalmente as regiões do pescoço e do tórax. O crime foi cometido na presença da mãe dos dois, que presenciou a cena.

Após o assassinato, Rogério fugiu, mas foi preso no mesmo dia em uma mercearia da região. Desde então, ele estava preso preventivamente.

O júri foi presidido pelo juiz Cristiano Cesarino, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis. Segundo a Defensoria Pública, Rogério cumprirá a pena no Presídio Floramar, onde já estava detido desde a data do crime.

O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu, e a pena foi fixada em 20 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.

Relembre o caso:

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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