Minas Gerais

O fim da paciência de Deus

Ômar Souki

Há 700 anos antes de Cristo, Isaías profetizou: “Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. […] Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como um cordeiro, ele foi levado para o matadouro; como ovelha muda diante  do tosquiador, ele não abriu a boca. Foi preso, julgado injustamente; e quem se preocupou com a vida dele? […] Embora nunca tivesse cometido injustiça e nunca a mentira estivesse em sua boca” (Isaías 53, 3-5, 7-9).

E o livro da Sabedoria, escrito 50 anos antes de Cristo, oferece detalhes impressionantes sobre o que pensavam os fariseus (os ímpios) a respeito de Jesus, identificado no texto como justo: “Dizem entre si os ímpios, em seus falsos raciocínios: ‘Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina. Ele declara possuir o conhecimento de Deus e chama-se Filho de Deus. Tornou-se uma censura aos nossos pensamentos e só o vê-lo nos é insuportável; sua vida é muito diferente da dos outros, e seus caminhos são imutáveis.  Somos comparados por ele à moeda falsa e foge de nossos caminhos como de impurezas; proclama feliz a sorte final dos justos e gloria-se de ter a Deus por Pai.   Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovaremos o que vai acontecer com ele.  Se, de fato, o justo é filho de Deus, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos.  Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; vamos condená-lo à morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro’. Tais são os pensamentos dos ímpios, mas enganam-se; pois a malícia os torna cegos, não conhecem os segredos de Deus, não esperam recompensa para a santidade e não dão valor ao prêmio reservado às vidas puras” (Sabedoria 2, 12-22).

Deus enviou o seu Filho para redimir os pecados da humanidade e ele foi submetido a indizíveis sofrimentos e morto; mas depois ressuscitou. Como afirma Isaías, essas coisas aconteceram por causa de nossas transgressões, mas “pelas sua feridas fomos curados”. E o livro da Sabedoria declara que a malícia dos ímpios os torna cegos, pois “não conhecem os segredos de Deus, não esperam recompensa para a santidade e não dão valor ao prêmio reservado às vidas puras”.

Há tanto tempo estamos sendo avisados que viria o Salvador da humanidade e que ele seria rejeitado. Ele nos revelou os segredos de Deus e confirmou as Escrituras nos garantido que haverá “recompensa para a santidade e prêmio reservado às vidas puras”.  O mundo, porém, insiste em ignorar esses apelos e virar as costas para a eterna mensagem de Jesus. Por isso, acredito que estamos vivendo atualmente, não o fim dos tempos, mas o fim da paciência de Deus.  

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