Divinópolis recebe a montagem “E Ainda Assim se Levantar”, da Cia. Luna Lunera

Dias 5 e 6 de abril, no Teatro Municipal Usina Gravatá
Com atuação de Anderson Luri, Cláudio Dias e Letícia Castilho, o espetáculo indaga sobre como encontrar forças para seguir em frente e como manter a esperança e o desejo diante das ameaças ao futuro, e convida o público a explorar as complexidades e resiliências. A musicalidade executada pelos próprios atores, que cantam e tocam instrumentos percussivos,
é um dos principais recursos que apontam o caminho, ao resgatar memórias de lutas e instiga, brechtianamente, à reflexão e à ação.
A montagem integra a 7ª edição do Expedição Lunar, projeto de circulação e formação artística da Cia., que desde 2006, circula com espetáculos de repertório e oficinas artísticas por cidades mineiras.
Fotos: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1s-EO23_lmI499tfwOc54CoitoO8sMegD
Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=JgqWcAl2Rmg&ab_channel=Cia.LunaLunera
Expedição Lunar, projeto da Cia. Luna Lunera, que acontece desde 2006 com a proposta de fomentar a circulação de espetáculos por cidades mineiras, associada à formação artística e de público, chega a sua 7ª edição. Até o mês de agosto, a circulação terá passado por Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Divinópolis, Barbacena e Juiz de Fora, com quatro espetáculos de repertório: “Aqueles Dois”, “E ainda assim se levantar”, “Prazer” e “Urgente”; além da realização de oficinas e bate papos. Em abril, a cia. chega à Divinópolis com a montagem “E Ainda Assim se Levantar”. Com direção de Isabela Paes e dramaturgia de Marcos Coletta com a Luna Lunera, a peça parte de uma pergunta central: como encontramos força em momentos de esgotamento iminente? Um convite ao público a explorar as complexidades e resiliências humanas.
O espetáculo fará duas apresentações em Divinópolis, nos dias 5 e 6, sábado às 20h e domingo às 19h, no Teatro Municipal Usina Gravatá (Alameda Dr. Waldemar Rausch, s/nº – Santa Clara). Os ingressos custam R$40,00 (inteira) e estão à venda online no site www.sympla.com.br .
O objetivo da Expedição Lunar é “promover o acesso às artes cênicas, por meio dos espetáculos de repertório da Cia., além da formação artística e também de público, com a realização de oficinas e bate-papos em cidades de Minas Gerais”, conforme explica o ator Cláudio Dias. Esta edição leva à Divinópolis duas oficinas gratuitas: “Atuação Criadora”, no dia 04/04 das 18h às 22h e dia 05/04 das 9h às 13h, e “Produção Cultural” no dia 05/04 das 14h às 18h. As aulas acontecerão na Escola Municipal de Música (Alameda Dr. Waldemar Rausch, 1.932 – Santa Clara) e as inscrições são feitas pelo Instagram @cia.lunalunera.oficial e Teatro Municipal Usina Gravatá.
A Cia. Luna Lunera já passou com a Expedição Lunar, desde 2006, pelas cidades de Araxá, Barbacena, Bocaiúva, Conselheiro Lafaiete, Coronel Fabriciano, Guaxupé, Ipatinga, Mariana, Montes Claros, Ouro Branco, Ouro Preto, Uberaba, São João Del Rei, São Sebastião do Paraíso, Uberaba e Uberlândia. A abertura da 7ª edição aconteceu em Belo Horizonte, no mês de fevereiro, com o espetáculo “Aqueles Dois”, dentro da 50ª Campanha de Popularização do Teatro e Dança (2025), no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. Em março, o grupo apresentou em Uberlândia e Uberaba a montagem “Urgente”. Agora, a Cia, segue por Divinópolis com a peça “E ainda assim se levantar” em Divinópolis (em abril), Barbacena e Juiz de Fora (em maio). Em agosto, a Luna Lunera retorna à Belo Horizonte com o espetáculo “Prazer”, encerrando a circulação.
“E Ainda Assim se Levantar”
Como encontrar forças para seguir em frente? Como manter a esperança e o desejo diante das ameaças ao futuro? Como ajudar e ouvir o outro quando estamos prestes a cair? Como continuar quando nossos corpos não aguentam mais? Como fazer teatro quando a palavra se tornou uma ameaça? Não temos respostas, mas sabemos que não vamos desistir.
Com atuação de Anderson Luri, Cláudio Dias e Letícia Castilho, “E Ainda Assim se Levantar” aposta numa reconfiguração da narrativa clássica (história/personagens/cenário) para dar lugar à eloquência dos corpos como principal instrumento de criação. “De onde podemos encontrar forças quando parece que não podemos aguentar mais? Essa é uma das reflexões que motivaram a criação do espetáculo. E é preciso defender o que nos salva, defender nossa alegria”, explica Isabela Paes.
A musicalidade do espetáculo – executada pelos próprios atores, que cantam e tocam instrumentos percussivos – é um dos principais recursos que apontam o caminho. Não é uma mera trilha sonora de ambientação: ela resgata memórias de lutas e instiga, brechtianamente, à reflexão e à ação. Cláudio Dias explica: “Buscamos, na valorização da alegria, por meio da música e do carnaval, uma forma potente de respiro, como maneira de apoiar nosso movimento de sobrevivência.”
De pautas subjetivas, sugeridas pelas personagens com suas inquietudes e angústias contemporâneas, às repercussões políticas onde também se inscrevem, o elenco traz à tona a memória de inúmeros atos e manifestações históricas que marcaram o país e, especialmente, a cidade de Belo Horizonte. O público é convidado a refletir sobre em quais desses momentos pôde estar presente. Trata-se de lembrar o que não pode ser esquecido, sob pena de repetirmos erros históricos, como alertam os filósofos Edmund Burke e George Santayana. O convite é para esperançar e restaurar o sentido etimológico da palavra utopia, enquanto “lugar que AINDA não existe”. Como definiu o crítico Valmir Santos, já no título de sua resenha sobre a peça: “CANTO CONTRA DESENCANTO” (anexo).
Sobre as personagens
O espetáculo promove um encontro entre três personagens: uma mulher, um homem jovem e um homem maduro.
A mulher: não consegue identificar com clareza de onde vem o cansaço. Está exausta de ter que provar tudo o tempo todo, de ser forte para ser ouvida e de ter que mostrar que não quer ser objetificada. Encontra no outro, no jogo, no encontro do aqui e agora, e em sua própria voz, as faíscas que a reacendem. E, às vezes, por breves momentos, conseguimos vê-la por inteiro. Sabe que é preciso defender a alegria.
O homem jovem: sempre parece estar no caminho certo, rumo ao sucesso, à vitória, à realização – o topo. No entanto, na própria corrida incessante, sente que se perdeu no fundo de tanto otimismo e certezas do legado machista. Tenta quebrar a máscara de ferro moldada para esse homem. Tenta desfazer os inúmeros nós em sua garganta.
O homem maduro: sempre esteve à frente, mas está exausto da luta, dos golpes. Parece difícil continuar sendo artista, gay e ativista, mas ele não sabe ser outra coisa senão ele mesmo. A caminhada foi longa, e ele sente o peso da idade, o corpo envelhecendo, as inúmeras derrotas. Pensa em desistir. Nem consegue mais chorar. A morte ronda. Mas, para ele, talvez não haja outra saída: enquanto estiver vivo, vai insistir em viver.
Trajetória do espetáculo
“E Ainda Assim Se Levantar” recebeu duas indicações ao 6º Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas de Minas Gerais nas categorias Trilha Sonora Original (Cia. Luna Lunera) e Criação de Luz (Marina Arthuzzi e Jésus Lataliza). O espetáculo estreou em 2019 no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte/MG, com uma temporada de cinco semanas. Também foi apresentado no Festival Verão Arte Contemporânea, em Belo Horizonte/MG, em 2020.
Durante a pandemia de Covid-19, o espetáculo foi adaptado para o formato virtual e apresentado nos seguintes eventos: Cena Plural da Prefeitura de Belo Horizonte/MG (2020) – gravado no Galpão Cine Horto, seguindo os protocolos de saúde e segurança da época; Temporada de Teatro de Sete Lagoas/MG da Cia. Preqaria, com transmissão ao vivo (2021); Circuito Municipal de Cultura de Belo Horizonte/MG – gravação com versão reduzida (2021); Programação de 20 anos da Cia. Luna Lunera no YouTube da companhia (2021); Projeto Trilha Cultural do BDMG para as cidades de Teófilo Otoni/MG, Ipatinga/MG e Sete Lagoas/MG (2021).
Em 2022, o espetáculo teve uma temporada de seis semanas no Sesc Santo Amaro, em São Paulo. Também foi apresentado nos Sescs de Ribeirão Preto/SP e São José do Rio Preto/SP e participou do 2º Trama Festival em Contagem/MG.
Em 2023, foi apresentado na 48ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, no Teatro Marília, e no projeto Zona Cultural Praça da Estação, no Centro de Referência da Juventude, ambos em Belo Horizonte. O espetáculo foi incluído no catálogo da Rede LAE (Rede Eurolatinamericana de Artes Escênicas).
Ficha Técnica
Direção: Isabela Paes . Dramaturgia: Marcos Coletta e Cia. Luna Lunera . Assistência de direção: Cláudio Dias . Atores/criadores: Anderson Luri, Cláudio Dias e Letícia Castilho . Figurino: Camila Moreno e Cia. Luna Lunera . Cenário: Ed Andrade e Cia. Luna Lunera . Criação de luz: Marina Arthuzzi e Jésus Lataliza . Vídeos do espetáculo: Fabiano Lana . Design: Rafael Maia . Fotografias: Carlos Hauck e Kika Antunes . Produção Executiva: Nathan Coutinho . Direção de Produção: Mariana Rabelo . Coordenação: Cláudio Dias e Marcelo Soul . Produção: Cia. de Teatro Luna Lunera
CIA. LUNA LUNERA
Desde a fundação, em 2001, a premiada Companhia Luna Lunera reúne nove trabalhos no repertório – “Perdoa-me por me traíres” (2001), “Nesta data querida” (2003), “Não Desperdice sua única vida ou…” (2005), “Aqueles dois” (2007), “Cortiços” (2008), “Prazer” (2012), “Urgente” (2016), “E ainda assim se levantar” (2019) e “Aquela que eu (não) fui” (2023). A Cia. realizou mais de 1.000 apresentações de seus espetáculos por todo o território nacional e em países como Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, França, México, Panamá, Portugal, Uruguai e Venezuela, atingindo um público aproximado de 250 mil espectadores. O grupo compartilha, permanentemente, seus processos criativos por meio de debates e do Observatório de Criação, ministrando oficinas e o Curso In Cena, atuante na formação de uma diversidade de artistas da nova geração.
SERVIÇO
Espetáculo “E Ainda Assim se Levantar” – Cia Luna Lunera
5 e 6 de abril
Sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro Municipal Usina Gravatá
(Alameda Dr. Waldemar Rausch, s/nº – Santa Clara, Divinópolis).
Classificação Indicativa: 16 anos | Duração: 90 minutos
Ingressos R$ 40,00 (inteira)
Venda online no site www.sympla.com.br
Oficinas de formação artística
Gratuitas
Dia 4/4: “Atuação Criadora”, das 18h às 22h
Dia 5/4: “Atuação Criadora”, das 9h às 13h
Dia 5/4: “Produção Cultural”, das 14 às 18h
Local: Escola Municipal de Música – Alameda Dr. Waldemar Rausch, 1932 – Santa Clara,
Inscrições: pelo Instagram @cia.lunalunera.oficial
Redes sociais:Facebook: /cialunalunera | Instagram: @cia.lunalunera.oficial



Crédito: Carlos Halk








