Divinópolis confirma 2.059 casos de dengue e quatro mortes em 2026

Divinópolis já contabiliza 2.059 casos confirmados de dengue em 2026, além de quatro mortes provocadas pela doença. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), com informações atualizadas até o dia 17 de julho.
Ao todo, o município registrou 4.304 notificações de casos suspeitos de dengue neste ano. Desse total, 2.121 casos foram descartados, 124 ainda permanecem em investigação e 2.017 foram classificados como dengue sem sinais de alarme.
O boletim também aponta 38 casos de dengue com sinais de alarme e quatro casos classificados como dengue grave. Além das quatro mortes já confirmadas, um óbito segue em investigação para determinar se houve relação com a doença.
A dengue também provocou 267 hospitalizações em Divinópolis ao longo de 2026. O número reforça o impacto da circulação do vírus no município, mesmo durante os meses mais frios, quando normalmente ocorre redução na presença do mosquito Aedes aegypti.
Situação da dengue em Divinópolis
| Indicador | Número de casos |
|---|---|
| Casos notificados | 4.304 |
| Casos confirmados | 2.059 |
| Hospitalizações | 267 |
| Mortes confirmadas | 4 |
| Mortes em investigação | 1 |
| Dengue sem sinais de alarme | 2.017 |
| Dengue com sinais de alarme | 38 |
| Dengue grave | 4 |
| Casos descartados | 2.121 |
| Casos em aberto | 124 |
A faixa etária com o maior número de notificações é a de pessoas entre 20 e 29 anos, com 828 registros. Em seguida aparecem os moradores de 30 a 39 anos, com 759 notificações, e aqueles com idade entre 40 e 49 anos, com 678 casos notificados.
Pessoas com 60 anos ou mais também representam uma parcela significativa dos registros, com 595 notificações. Esse grupo exige atenção especial, já que idosos podem apresentar maior risco de complicações, principalmente quando possuem outras condições de saúde.
Casos notificados por faixa etária
| Faixa etária | Notificações |
| Menores de 1 ano | 16 |
| 1 a 4 anos | 163 |
| 5 a 9 anos | 188 |
| 10 a 14 anos | 259 |
| 15 a 19 anos | 324 |
| 20 a 29 anos | 828 |
| 30 a 39 anos | 759 |
| 40 a 49 anos | 678 |
| 50 a 59 anos | 494 |
| 60 anos ou mais | 595 |
As mulheres concentram a maior parte das notificações de dengue no município. Foram registrados 2.403 casos entre pessoas do sexo feminino, o equivalente a 55,83% do total. Entre os homens, foram contabilizadas 1.901 notificações, representando 44,17%.
Entre os bairros com maior número de casos notificados, o Centro aparece na primeira posição, com 292 registros. Na sequência estão São José, com 191; Catalão, com 152; Planalto, com 147; e Belvedere, com 125 notificações.
Bairros com mais notificações de dengue
| Bairro | Casos notificados |
| Centro | 292 |
| São José | 191 |
| Catalão | 152 |
| Planalto | 147 |
| Belvedere | 125 |
| Tietê | 123 |
| São Roque | 115 |
| Campina Verde | 103 |
| Afonso Pena | 95 |
| Niterói | 86 |
| Santa Lúcia | 82 |
| Bom Pastor | 82 |
Os exames laboratoriais também mostram a circulação do vírus no município. Na sorologia, 194 resultados foram positivos e 431 negativos. Na pesquisa do antígeno NS1, utilizada principalmente na fase inicial da doença, foram registrados 1.033 resultados positivos e 1.325 negativos.
Em relação à chikungunya, Divinópolis registrou 37 notificações em 2026, com seis casos confirmados e cinco hospitalizações. Não há mortes confirmadas nem óbitos em investigação relacionados à doença no município.
Já a zika não apresentou registros neste ano. O boletim informa que não houve casos notificados, confirmados, hospitalizações ou mortes causadas pelo vírus em Divinópolis até a data de atualização dos dados.
A Semusa reforça que a população deve manter os cuidados para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti. Entre as principais medidas estão evitar água parada, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente recipientes e verificar vasos de plantas, pneus, garrafas e outros objetos que possam acumular água.
Pessoas que apresentarem febre, dor de cabeça, dores no corpo, manchas na pele, náuseas, fraqueza ou dor atrás dos olhos devem procurar atendimento de saúde. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sonolência exigem avaliação médica imediata.
Os dados foram extraídos em 17 de julho de 2026 e podem sofrer alterações conforme a conclusão de exames, investigações epidemiológicas e atualização dos sistemas de saúde.








