Biomédica Lorena Marcondes é condenada a mais de 4 anos de prisão por lesão corporal grave em Divinópolis
A Justiça de Minas Gerais condenou a biomédica Lorena Marcondes a mais de quatro anos de prisão em regime semiaberto pelos crimes de lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina, após um procedimento estético malsucedido que deixou uma paciente internada duas vezes. A decisão foi proferida pelo juiz Mauro Riuji Yamane, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis.
O caso ocorreu em abril de 2023, quando a vítima — que não teve a identidade revelada por estar sob segredo de justiça — procurou o consultório de Lorena para realizar um procedimento conhecido como “pump de glúteos”, indicado para a retirada de celulites. Durante a intervenção, a paciente relatou fortes dores e pediu que a profissional interrompesse o atendimento, mas Lorena teria debochado da situação e prosseguido sem o consentimento.
Após o procedimento, surgiram hematomas que evoluíram para lesões com secreções e necrose. A paciente tentou contato com a biomédica, mas não conseguiu, pois Lorena já havia sido presa em outro processo, relacionado à morte de Iris Martins. Diante do agravamento do quadro clínico, a vítima buscou atendimento médico e foi internada por duas vezes no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
As complicações obrigaram a paciente a se afastar de suas atividades profissionais, inclusive levando ao fechamento de um empreendimento que mantinha em Nova Serrana. Segundo a investigação, Lorena utilizou lidocaína, substância de uso restrito a médicos, configurando exercício ilegal da medicina.
Na sentença, a Justiça destacou que a biomédica enganou a vítima, ao afirmar que o procedimento não seria invasivo. Por isso, a condenação foi enquadrada como lesão corporal grave qualificada por motivo torpe e traição.
Apesar da decisão, Lorena poderá recorrer em liberdade. O processo segue agora para análise em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
Essa não é a primeira condenação de Lorena Marcondes. Em fevereiro deste ano, ela já havia sido sentenciada em outro caso, envolvendo o paciente Eduardo Luiz Santos Júnior, que sofreu deformação permanente na boca após um procedimento realizado em 2022.








