Petrobras reduz preço da gasolina a partir de terça-feira

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) uma nova redução no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. A partir desta terça-feira (21), o valor médio de venda do combustível cairá 4,9%, passando de R$ 2,85 para R$ 2,71 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14. A medida marca a segunda redução no preço da gasolina em 2025 e reflete a política da estatal de adequação aos preços internacionais e às condições do mercado interno.
De acordo com a empresa, a gasolina A é o combustível puro produzido nas refinarias e enviado às distribuidoras, que posteriormente adicionam etanol anidro antes de repassá-lo aos postos de revenda. Essa mistura é obrigatória por lei e tem o objetivo de reduzir emissões e estimular o uso de biocombustíveis no país.
Com o novo ajuste, o preço acumulado da gasolina nas refinarias da Petrobras registra queda de 10,3% no ano, considerando também a redução anterior de 5,6% aplicada em junho. Desde dezembro de 2022, a redução total é de R$ 0,36 por litro, o que corresponde a uma diminuição de 22,4% em valores reais, já descontada a inflação do período.
A estatal destacou que a decisão segue sua estratégia comercial, que busca equilíbrio entre competitividade e sustentabilidade financeira, levando em conta o comportamento do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio. O movimento também reforça o papel da Petrobras na moderação dos custos de combustíveis no Brasil, com impacto direto no transporte e nos preços de bens e serviços.
Especialistas avaliam que a nova queda deve gerar efeito positivo sobre a inflação, já que a gasolina é um dos itens de maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A redução, portanto, tende a aliviar a pressão sobre os custos de transporte e logística, além de contribuir para a manutenção da trajetória de queda da taxa básica de juros.
Apesar do anúncio, a Petrobras reforça que o preço final ao consumidor não depende exclusivamente da estatal. Após a saída das refinarias, o produto é sujeito a custos adicionais, como frete, impostos estaduais (ICMS), federais (Cide e PIS/Cofins), mistura com o etanol anidro e margens de revenda dos postos. Esses fatores podem fazer com que o repasse ao consumidor varie de acordo com a região do país.
O diesel, por sua vez, não sofrerá alteração neste momento. Desde março, o combustível acumula três reduções consecutivas, totalizando um recuo de 35,9% desde o final de 2022. A estatal informou que seguirá monitorando o comportamento do mercado e poderá revisar os valores conforme a evolução dos preços do petróleo e do câmbio.
A Petrobras ressaltou que as revisões de preços fazem parte de uma política transparente e previsível, que busca assegurar competitividade às suas operações sem repassar volatilidades diárias. A empresa afirma que mantém compromisso com o abastecimento nacional e com a sustentabilidade financeira do sistema de refino e distribuição.
Com a nova queda, o consumidor brasileiro deve observar redução gradual no valor do litro da gasolina nos postos ao longo dos próximos dias, dependendo do estoque e da política de cada distribuidora. Analistas estimam que a economia direta ao motorista poderá chegar a R$ 7 por tanque de 50 litros, caso o repasse seja integral.
O anúncio ocorre em um contexto de maior estabilidade nos preços internacionais do barril de petróleo, que se mantêm abaixo dos US$ 80 nas últimas semanas. Essa conjuntura, aliada à valorização do real frente ao dólar, criou condições favoráveis para o reajuste.
A expectativa do mercado é de que a decisão contribua para reforçar o cenário de inflação controlada e crescimento moderado da economia brasileira no último trimestre do ano.








