Polo pirotécnico de Santo Antônio do Monte aguarda aumento nas vendas impulsionado pelas festas de fim de ano

Puxado pela celebração da Padroeira do Brasil, em 12 de outubro, a indústria mineira se prepara para um dos períodos mais relevantes do calendário econômico do país, seguido das festas de fim de ano, Natal e Ano-Novo. A demanda por produtos típicos das confraternizações aumenta, movimentando cadeias de produção e distribuição e fortalecendo o comércio. Entre os segmentos que tradicionalmente registram crescimento nessa época está o setor pirotécnico.
No Centro-Oeste de Minas, Santo Antônio do Monte concentra o maior Polo Pirotécnico da América Latina e o segundo maior do mundo, atrás apenas da China. Segundo o Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais (SINDIEMG), historicamente as festas de fim de ano respondem por cerca de 50% a 60% do faturamento anual das empresas do setor, com destaque para o aumento da procura por fogos de artifício para as celebrações de Ano-Novo.
O presidente do SINDIEMG, Tiago Santos de Oliveira, explica que a expectativa é de manutenção dos números positivos registrados no período de novembro e dezembro do ano passado, resultado projetado como otimista diante das incertezas relacionadas ao cenário político e econômico e os desafios regulatórios enfrentados pelas empresas.
“Historicamente, as festas de fim de ano respondem por, em média, 50% a 60% do faturamento anual das empresas. Apesar de todos os desafios de natureza regulatória que o setor vem enfrentando, percebemos um aumento na procura no ano passado e esperamos a manutenção desse patamar agora em 2026, porque as pessoas não abrem mão dos fogos de artifício nas comemorações de fim de ano”, afirma.
Contratação e investimentos
Diferentemente de outros segmentos que reforçam as equipes com contratações temporárias para atender ao aumento sazonal da demanda, a indústria pirotécnica enfrenta limitações nesse aspecto. O manuseio de produtos controlados exige conhecimento técnico, experiência e treinamento específico, o que reduz a possibilidade de contratação de trabalhadores temporários.
“Para o nosso segmento, não é tão fácil contratar para períodos sazonais, devido à necessidade de treinamento. Além disso, o parque fabril tem buscado investir em maquinário da China para aumentar a produtividade”, explica Tiago.
Dessa forma, as empresas recorrem principalmente à realização de horas extras e aos investimentos em tecnologia e equipamentos para ampliar a capacidade produtiva durante os períodos de maior demanda.
Para o presidente do sindicato, a realidade atual do segmento reforça a necessidade de o setor continuar trabalhando para melhorar sua produtividade e competitividade. “A expectativa é de manutenção do mercado, com foco em trabalhar para melhorar. Temos um setor tradicional, que movimenta a economia de Santo Antônio do Monte e das demais cidades do polo produtivo, de Minas e do Brasil, e precisamos continuar investindo para superar os desafios”, destaca.




















