Reboque adulterado é apreendido e motorista preso durante fiscalização em Divinópolis

Na tarde desta sexta-feira (26), por volta das 15h50, uma operação de fiscalização de trânsito rodoviário resultou na apreensão de um reboque com sinais de adulteração em Divinópolis. A ocorrência foi registrada no km 30 da BR-494, onde policiais abordaram um veículo Fiat Strada, de cor cinza, registrado na cidade, que tracionava o equipamento.
Durante a vistoria, os agentes constataram que o reboque havia passado por reforma recente, apresentava pintura nova e portava uma placa sem os dois números finais, o que levantou suspeitas imediatas. Na conferência do chassi, foi identificado um número gravado de forma irregular, sugerindo possível reaproveitamento de marcação de outro veículo.
Segundo os policiais, ao lado do chassi atual havia a inscrição de cinco dígitos — “03719” —, que não correspondiam à identificação oficial do equipamento em uso. A situação indicou indícios de adulteração de sinal identificador, crime previsto no Código Penal Brasileiro.
O condutor, de 51 anos, informou que havia comprado o reboque há cerca de um ano, pagando R$ 3 mil a um indivíduo identificado apenas como Wesley. Ele ainda relatou que o vendedor teria adquirido o equipamento de um terceiro não identificado.
Diante das inconsistências e da ausência de comprovação documental regular, os policiais procederam com a apreensão do reboque. O equipamento foi removido ao pátio de um guincho credenciado para análise e perícia posterior.
O motorista foi detido em flagrante pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Divinópolis, onde prestará esclarecimentos e seguirá os trâmites legais cabíveis.
As autoridades destacaram que a prática de adulteração de chassis e placas é uma das principais estratégias utilizadas para dar aparência de legalidade a veículos irregulares, dificultando sua rastreabilidade.
Casos como esse, segundo a polícia, reforçam a importância da atenção redobrada durante negociações de compra de reboques, veículos e implementos usados. A recomendação é sempre verificar a procedência junto aos órgãos de trânsito, solicitar nota fiscal e evitar transações sem documentação adequada.
O reboque ficará à disposição da perícia, que deverá confirmar os indícios de adulteração. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar outros envolvidos na cadeia de comercialização do equipamento.
A Polícia Rodoviária reforça que operações de fiscalização continuarão sendo realizadas em toda a região Centro-Oeste de Minas, visando coibir práticas ilícitas e aumentar a segurança nas rodovias federais e estaduais que cortam o estado.













