Polícia

Operação Replicário apreende 15 mil tênis falsificados e bloqueia R$ 10 milhões

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na terça-feira, 31 de março de 2026, a operação Replicário, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida na fabricação e comercialização de calçados falsificados de marcas internacionais, além de lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em cidades do Centro-Oeste mineiro, como Nova Serrana e região, e mobilizou equipes especializadas.

Durante a operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em municípios do estado, resultando na apreensão de mais de 15 mil pares de tênis com indícios de falsificação, além do bloqueio judicial de aproximadamente R$ 10 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

As investigações tiveram início há cerca de dois anos, a partir de denúncias feitas por empresas e plataformas de comércio eletrônico, que apontaram a existência de um esquema estruturado voltado tanto para a produção quanto para a venda digital dos produtos ilegais.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções e utilização de canais digitais para comercialização, ampliando o alcance da distribuição dos produtos falsificados.

Os suspeitos poderão responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, além de infrações relacionadas à violação de marcas e às relações de consumo.

A operação contou com a participação de mais de 40 policiais civis do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e às Fraudes, que atuaram de forma coordenada no cumprimento dos mandados.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração sobre a extensão do esquema criminoso.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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