Foragido por homicídio e ocultação de cadáver é encontrado morto um dia após ser preso em Nova Serrana

Geilson Lopes Ferreira, de 41 anos, foi encontrado morto nesta quarta-feira (7) no Presídio de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, menos de um dia depois de ser preso durante uma operação realizada na cidade. Ele era procurado pela Justiça e respondia a processo por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver relacionado a um crime ocorrido em São Paulo.
Geilson havia sido localizado na terça-feira (6), no bairro São José, em Nova Serrana, durante uma ação realizada por policiais do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico. Após a prisão, ele foi encaminhado ao sistema prisional e permaneceu sozinho em uma cela desde a entrada na unidade.
Na manhã desta quarta-feira, durante o procedimento de conferência dos detentos, policiais penais encontraram Geilson sem sinais vitais dentro da cela. As circunstâncias apontadas inicialmente indicam uma possível morte provocada pelo próprio detento, mas o caso ainda será investigado para esclarecer oficialmente o que aconteceu dentro da unidade.
A perícia técnica foi acionada e realizou os procedimentos necessários no Presídio de Nova Serrana. Após os trabalhos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para os exames destinados à confirmação da causa da morte.
A direção do presídio também instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. A investigação criminal deverá analisar os elementos disponíveis e verificar os acontecimentos registrados entre a entrada de Geilson na unidade, na terça-feira, e o momento em que foi encontrado morto na manhã seguinte.
Antes da prisão em Minas Gerais, Geilson era procurado em razão de um processo que tramita na Justiça de São Paulo. Ele responde por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver em um caso registrado em 2014 e que teve como vítima Efigênia Martins Oliveira, de 35 anos.
Na época, o corpo da mulher foi encontrado enterrado na cozinha de um imóvel na região de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista. As investigações relacionaram Geilson e outra mulher ao crime. O processo continuou em tramitação nos anos seguintes e chegou a ser analisado em instâncias superiores da Justiça.
Uma decisão judicial de 2025 ainda registrava a existência da ação penal pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A prisão realizada nesta semana em Nova Serrana ocorreu após as autoridades localizarem Geilson na cidade mineira.
Durante as informações relacionadas à operação, Geilson também foi apontado como suposto integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entretanto, não há, nas informações judiciais localizadas até o momento, confirmação definitiva dessa ligação. Por esse motivo, a eventual participação dele na organização criminosa permanece como informação atribuída às apurações policiais.
Geilson também possuía passagem anterior pelo sistema prisional. Os registros disponíveis indicam uma passagem desde novembro de 2016, embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais sobre o período em que permaneceu custodiado ou as circunstâncias da saída do sistema.
A morte ocorrida dentro do Presídio de Nova Serrana aconteceu poucas horas depois da prisão e será objeto de apuração. Os procedimentos internos da unidade e a investigação deverão esclarecer as circunstâncias da morte e os fatos ocorridos durante o período em que Geilson permaneceu custodiado.
Informação de Divinópolis, da região e de Minas Gerais em tempo real: Fique por dentro de tudo e leia mais notícias em portalg37.com.br ou pelo Instagram @portalg37oficial
Foto @jornalserranense




















