Detento é encontrado morto no Presídio Floramar em Divinópolis; Polícia Civil investiga o caso
O detento Gelcinei Fonseca dos Santos, de 29 anos, foi encontrado morto na manhã da última terça-feira (7) dentro de uma cela do Presídio Floramar, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. O corpo foi localizado por policiais penais durante a conferência matinal de rotina, por volta das 7h. Segundo informações iniciais, o homem estava deitado de bruços e não apresentava sinais vitais no momento em que foi socorrido.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Gelcinei não respondeu ao chamado realizado pelos agentes, o que levou a equipe a entrar na cela. Ao verificarem a situação, os policiais constataram o óbito. A pasta informou que, a princípio, o corpo não possuía lesões aparentes. O preso havia sido transferido para a unidade prisional em 18 de março deste ano e era acompanhado por médicos, pois sofria de epilepsia.
O detento possuía histórico de passagens pelo sistema prisional desde 2016. A direção do Presídio Floramar informou que foi instaurado um procedimento interno para apurar as circunstâncias da morte. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Divinópolis, onde passou por perícia da Polícia Civil. Os resultados dos exames devem apontar se houve indícios de violência ou causas naturais.
Apesar da nota oficial da Sejusp informar que não havia marcas de agressão, familiares de Gelcinei contestam essa versão. Segundo relato da mãe à Polícia Militar, ao reconhecer o corpo, ela teria percebido hematomas e possíveis sinais de ferimentos. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a família cobra esclarecimentos sobre o que pode ter acontecido dentro da unidade prisional.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso. De acordo com informações preliminares, a equipe responsável pela apuração está colhendo depoimentos de agentes e presos que estavam no mesmo pavilhão. O objetivo é identificar se há indícios de crime ou falha no atendimento prestado ao detento. O resultado da necropsia deverá ser decisivo para definir os próximos passos da investigação.
A direção do presídio informou que está colaborando com as autoridades e reforçou que todos os procedimentos de segurança e acompanhamento médico vinham sendo seguidos conforme o protocolo. Ainda assim, o caso gerou repercussão entre familiares de outros detentos, que pedem mais transparência nas informações e nas medidas de fiscalização adotadas pela unidade.
Gelcinei havia chegado ao Presídio Floramar há pouco mais de seis meses e, segundo a Sejusp, mantinha tratamento contínuo contra epilepsia, com acompanhamento regular da equipe médica do sistema prisional. Ele não apresentava, até então, histórico recente de complicações graves relacionadas à doença, o que aumenta as dúvidas em torno das circunstâncias da morte.
O Presídio Floramar é a principal unidade prisional de Divinópolis e abriga centenas de detentos em regime fechado e semiaberto. Casos como o de Gelcinei reacendem discussões sobre as condições de saúde e segurança dos presos, especialmente entre aqueles que dependem de acompanhamento clínico contínuo. As entidades ligadas aos direitos humanos também acompanham a apuração e pedem rigor na análise pericial.
Até o fechamento desta matéria, não havia resultado oficial da perícia nem atualização sobre a conclusão do inquérito policial. A Sejusp reforçou que as investigações seguem em andamento e que qualquer nova informação será divulgada após a conclusão dos laudos técnicos.









