Ser generoso

Ômar Souki
“O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá” (Provérbios 11, 25). “Deem, e lhes será dado, colocarão em seus braços uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante. Porque a mesma medida que usarem para os outros, será usada para vocês” (Lucas 6, 38). “Lembrem-se: aquele que semeia pouco também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (II Coríntios 9, 6-7).
Cresci em um lar generoso, tanto meu pai, quanto minha mãe tinham prazer em acolher e em ajudar os outros. Algumas pessoas já me pararam na rua para me contar como se sentiam acolhidas por minha mãe ou para relatar como receberam ajuda de meu pai. Quando jovem eu não parava para pensar nisso, nem dava aos meus pais o merecido valor. Mas hoje sei que a boa vontade que tinham de dar foi uma das principais razões de terem recebido em abundância. A prosperidade da qual nós desfrutávamos em casa era proporcional à generosidade dos meus pais.
A generosidade não se manifesta apenas quando damos alguma coisa a alguém que necessita. Ela também se realiza quando doamos nosso tempo para ajudar os outros, principalmente quando temos paciência de escutá-los. As pessoas andam tão agitadas com seus problemas pessoais, que têm pouco tempo para escutar. Parar para escutar os outros não é fácil, mas é um ato de caridade que, não só faz bem a quem é escutado, mas mais ainda a quem se dispõe a escutar.
“Oferecer apoio—seja tempo, esforço ou bens—está associado a uma melhor saúde geral em adultos, e o voluntariado está associado à maior longevidade. Há associações fortes com a saúde psicológica e o bem-estar. Uma meta-análise de 37 estudos com adultos mais velhos descobriu que aqueles que eram voluntários relataram maior qualidade de vida, maior vitalidade e autoestima. Outros estudos mostraram uma ligação entre generosidade e felicidade. Uma pesquisa com 632 americanos descobriu que gastar dinheiro com outras pessoas estava associado a uma felicidade significativamente maior, independentemente da renda; inversamente, não houve associação entre gastar consigo mesmo e felicidade. Mesmo pequenos atos de gentileza—como pegar um objeto que outra pessoa deixou cair—fazem as pessoas se sentirem felizes” (Lilia Porto, ofuturodascoisas.com).
Ser generoso é tão importante que São Paulo escreveu: “Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida” (I Timóteo 6, 17-19).









