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Aos 90 anos, divinopolitana Adélia Prado aparece nas apostas internacionais para o Nobel de Literatura de 2026

A escritora Adélia Prado, de 90 anos, nascida em Divinópolis, passou a figurar entre os nomes acompanhados por casas de apostas internacionais para o Nobel de Literatura de 2026. A presença da autora mineira nas cotações ganhou repercussão a poucos dias do anúncio do vencedor, marcado para quinta-feira, 8 de outubro. O resultado será divulgado pela Academia Sueca, instituição responsável pela escolha do laureado na categoria de Literatura.

As cotações registradas nesta semana mostram Adélia Prado em diferentes plataformas internacionais. Na britânica Ladbrokes, a escritora aparece com cotação de 31 para 1, enquanto na Coral seu nome está listado em 33 para 1. Os números correspondem às condições oferecidas pelas empresas para as apostas e podem sofrer alterações até a divulgação do resultado.

A presença de Adélia Prado nessas listas, no entanto, não significa que exista confirmação oficial de uma indicação da escritora ao Nobel de Literatura deste ano. A relação de candidatos analisados pela Academia Sueca não é divulgada ao público, e as informações sobre as indicações e o processo de seleção permanecem em sigilo durante 50 anos. Por isso, não é possível confirmar atualmente quais escritores estão oficialmente concorrendo à premiação.

O anúncio do Nobel de Literatura de 2026 está previsto para as 13h, no horário da Europa Central, o que corresponde às 8h pelo horário de Brasília. A divulgação será realizada pela Academia Sueca em Estocolmo, dentro da programação dos anúncios dos prêmios Nobel de 2026, que começam na segunda-feira (5) e seguem até o dia 12 de outubro.

As listas das casas de apostas costumam ganhar atenção nos dias anteriores à divulgação do Nobel por reunirem escritores de diferentes países e idiomas. As cotações, entretanto, são produzidas pelo mercado de apostas e não representam informações fornecidas pela Academia Sueca sobre o processo de escolha. Dessa forma, a posição de cada escritor pode mudar conforme o volume de apostas e outros movimentos registrados pelas plataformas.

Para Divinópolis, a inclusão do nome de Adélia Prado nessas cotações internacionais volta a colocar a trajetória da escritora em evidência fora do Brasil. Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu no município em 13 de dezembro de 1935 e completou 90 anos em dezembro de 2025. A cidade permanece presente em diferentes momentos de sua trajetória pessoal e literária.

Adélia começou a escrever ainda jovem e alcançou projeção nacional durante a década de 1970. O reconhecimento de sua produção chegou a Carlos Drummond de Andrade, que teve contato com seus textos e contribuiu para a divulgação de seu trabalho. Em 1976, foi publicado “Bagagem”, primeiro livro da escritora e obra que marcou sua entrada no cenário literário brasileiro.

Ao longo das décadas seguintes, Adélia ampliou sua produção entre poesia e prosa, construindo uma obra que aborda elementos do cotidiano, relações familiares, religiosidade, existência humana e experiências femininas. Além da literatura, ela trabalhou como professora durante 24 anos e é formada em Filosofia, mantendo sua trajetória profissional e pessoal ligada a Divinópolis.

A projeção da escritora ganhou novo impulso em 2024, quando Adélia Prado recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra. A premiação é entregue a escritores brasileiros como reconhecimento pela trajetória literária e está entre as mais tradicionais concedidas pela instituição.

Poucos dias depois daquele reconhecimento, Adélia Prado também foi anunciada como vencedora do Prêmio Camões de 2024. A premiação reconhece autores pelo conjunto da produção literária em língua portuguesa e é concedida em uma iniciativa conjunta entre Brasil e Portugal. A conquista ampliou novamente a repercussão da obra da escritora brasileira no cenário internacional.

A produção de Adélia também ganhou um novo capítulo em 2025 com a publicação de “O Jardim das Oliveiras”. O livro marcou o retorno da escritora com uma nova obra de poesia após um intervalo prolongado sem lançamento de um volume inédito do gênero e passou a integrar uma bibliografia construída ao longo de cinco décadas de atividade literária.

As comemorações pelos 90 anos da escritora também tiveram reflexos em Divinópolis. Uma exposição dedicada à vida e à obra de Adélia Prado foi aberta no Museu Histórico de Divinópolis em dezembro de 2025, reunindo documentos, fotografias, manuscritos, edições de livros e outros registros relacionados à autora. Em 2026, Adélia também foi escolhida como homenageada nas comemorações pelos 114 anos de emancipação do município.

Adélia não é a única escritora de língua portuguesa presente nas movimentações relacionadas ao Nobel deste ano. As listas internacionais de apostas reúnem dezenas de autores de diferentes nacionalidades e incluem nomes que aparecem frequentemente nas especulações que antecedem a premiação. As cotações variam entre as empresas e podem apresentar mudanças até a manhã do anúncio.

O histórico recente do Nobel também demonstra que as cotações não permitem antecipar com segurança a decisão da Academia Sueca. Em determinadas edições, escritores bem posicionados nas apostas receberam o prêmio, enquanto em outras o vencedor aparecia com cotações mais distantes. A escolha é realizada dentro do processo próprio da Academia e permanece confidencial até a divulgação oficial.

O Portal G37 acompanha a movimentação em torno do nome da escritora divinopolitana e a divulgação do Nobel de Literatura de 2026. O vencedor será conhecido na próxima quinta-feira, 8 de outubro, quando a Academia Sueca anunciará oficialmente o nome escolhido para a premiação deste ano. Até lá, a presença de Adélia Prado nas apostas internacionais mantém a escritora de Divinópolis entre os nomes mencionados nas discussões que antecedem um dos principais acontecimentos anuais da literatura mundial.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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