Política

Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição para presidente da República. Os dois candidatos terminaram nas primeiras posições do primeiro turno realizado neste domingo, 4 de outubro, em todo o Brasil, e avançaram para a votação decisiva, marcada para 25 de outubro. Nenhum dos concorrentes conseguiu superar a metade dos votos válidos necessária para encerrar a disputa presidencial na primeira votação.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança da eleição presidencial, com aproximadamente 47% dos votos válidos. Lula ficou na segunda posição, com pouco mais de 45%. A diferença entre os dois candidatos ficou abaixo de dois pontos percentuais na apuração mais recente, levando a definição da Presidência da República para o segundo turno.

A disputa ficou concentrada entre os candidatos do PL e do PT. Juntos, Flávio Bolsonaro e Lula receberam mais de 92% dos votos válidos contabilizados, enquanto os demais concorrentes dividiram uma parcela inferior a 8% da votação nacional.

O resultado significa que os brasileiros aptos a votar voltarão às urnas no domingo, 25 de outubro, para escolher entre os dois candidatos. Diferentemente do primeiro turno, quando havia 12 nomes na disputa, a eleição presidencial terá apenas Flávio Bolsonaro e Lula como opções de candidatura na segunda etapa.

Na atualização mais recente da apuração, com 119.297.226 votos válidos contabilizados, a votação dos candidatos à Presidência estava distribuída da seguinte forma:

PosiçãoCandidatoPartidoVotosVotos válidos
1ºFlávio BolsonaroPL56.104.10347,03%
2ºLulaPT53.876.43445,16%
3ºEscritor Augusto CuryAvante3.448.5492,89%
4ºRenan SantosMissão2.675.8782,24%
5ºRonaldo CaiadoPSD2.605.1222,18%
6ºZemaNovo326.4860,27%
7ºSamaraUP122.9110,10%
8ºHertz DiasPSTU43.1030,04%
9ºClariana BarãoDC40.0430,03%
10ºEdmilson CostaPCB22.6930,02%
11ºVeterinário Wilson GrassiDemocrata16.8800,01%
12ºRui Costa PimentaPCO15.0240,01%

Pela legislação eleitoral brasileira, a eleição para presidente pode ser definida no primeiro turno somente quando um candidato consegue mais da metade dos votos válidos. Como Flávio Bolsonaro permaneceu abaixo desse percentual e Lula terminou na segunda colocação, os dois seguem para a etapa seguinte.

Os votos brancos e nulos não são considerados na definição dos votos válidos. Por esse motivo, o cálculo que determina a realização ou não do segundo turno leva em consideração apenas os votos atribuídos diretamente aos candidatos que participaram da eleição.

Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno após conquistar a maior votação registrada no país no primeiro turno. Senador pelo Rio de Janeiro, ele disputa pela primeira vez o cargo de presidente da República e terá agora uma nova etapa de campanha até a votação marcada para o último domingo de outubro.

Lula, por sua vez, busca permanecer na Presidência da República. O candidato do PT terminou a primeira etapa da eleição em segundo lugar e também terá o período entre os dois turnos para ampliar sua votação e buscar os votos necessários para superar o adversário.

O desempenho dos dois primeiros colocados mostra uma eleição com forte concentração de votos. A distância entre Flávio Bolsonaro e Lula é pequena diante do tamanho do eleitorado brasileiro, o que faz com que a escolha dos eleitores que votaram nos demais candidatos passe a integrar o novo cenário da disputa.

Augusto Cury, do Avante, terminou o primeiro turno na terceira colocação, com cerca de 2,89% dos votos válidos. Apesar de ter registrado a maior votação entre os candidatos que ficaram fora do segundo turno, o resultado permaneceu distante dos percentuais alcançados pelos dois primeiros colocados.

Renan Santos, do Missão, apareceu na quarta posição, com aproximadamente 2,24% dos votos válidos. Ronaldo Caiado, do PSD, ficou logo depois, com cerca de 2,18%. Os dois também deixam a disputa presidencial após o primeiro turno.

Romeu Zema, que apareceu na urna como Zema, terminou na sexta colocação, com aproximadamente 0,27% dos votos válidos. Na sequência aparecem Samara, Hertz Dias, Clariana Barão, Edmilson Costa, Veterinário Wilson Grassi e Rui Costa Pimenta.

A soma da votação dos candidatos que ficaram fora do segundo turno passa a ter importância na nova etapa da eleição. Os eleitores desses concorrentes não têm seus votos transferidos automaticamente para Flávio Bolsonaro ou Lula e poderão escolher livremente qualquer um dos dois candidatos no dia 25.

O eleitor também poderá mudar sua escolha em relação ao primeiro turno. Quem votou em Flávio Bolsonaro poderá votar em Lula na nova votação, assim como quem votou em Lula poderá escolher Flávio. O voto registrado em 4 de outubro não cria qualquer obrigação para a segunda etapa.

Os eleitores que não compareceram no primeiro turno também poderão participar normalmente do segundo turno, desde que estejam com a situação eleitoral que permita o exercício do voto. Cada turno é considerado uma eleição independente em relação ao comparecimento.

Com apenas duas candidaturas na disputa, a campanha presidencial entra agora em uma nova fase. Flávio Bolsonaro e Lula terão oportunidade de direcionar suas propostas ao eleitorado que apoiou outros nomes no primeiro turno e também aos eleitores que não compareceram às urnas.

O período entre os dois turnos também deve concentrar negociações políticas envolvendo partidos e candidatos eliminados. As legendas poderão definir apoio a uma das candidaturas, adotar posição de neutralidade ou liberar seus integrantes para decisões individuais.

Essas manifestações políticas, no entanto, não significam transferência automática de votos. O eleitor permanece livre para decidir sua escolha independentemente da orientação anunciada pelo candidato ou partido apoiado no primeiro turno.

A campanha também passa a ter maior confronto direto entre as duas chapas. Com apenas Flávio Bolsonaro e Lula na disputa, entrevistas, atos políticos, programas eleitorais e eventuais debates deverão concentrar a discussão nas propostas apresentadas pelos dois candidatos.

Temas relacionados à economia, emprego, saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, programas sociais, relações institucionais e administração federal deverão permanecer no centro das discussões até a realização da votação definitiva.

O resultado do primeiro turno também permite aos partidos avaliar onde cada candidatura teve seus melhores e piores desempenhos. As campanhas poderão utilizar essas informações para definir estratégias nas diferentes regiões do país durante as próximas semanas.

Minas Gerais também deverá receber atenção das duas candidaturas. O estado possui um dos maiores eleitorados do Brasil e tradicionalmente ocupa posição importante nas estratégias nacionais das campanhas presidenciais.

Em Divinópolis e nas demais cidades do Centro-Oeste de Minas, os eleitores aptos retornarão aos locais de votação para participar da decisão presidencial. O procedimento será semelhante ao registrado no primeiro turno, respeitando os locais e seções eleitorais definidos para cada eleitor.

A votação nacional ocorrerá novamente em urnas eletrônicas. Depois do encerramento, os boletins de urna serão processados e integrados à totalização nacional, permitindo o acompanhamento do resultado conforme os votos forem contabilizados.

No segundo turno, basta um dos candidatos conquistar mais votos válidos que o adversário para ser eleito. Como somente dois nomes permanecem na disputa, necessariamente haverá um vencedor após a totalização, salvo situações excepcionais previstas pela legislação eleitoral.

Os votos brancos e nulos continuarão sem integrar o cálculo dos votos válidos. Dessa forma, a porcentagem definitiva de cada candidato será calculada sobre os votos efetivamente atribuídos a Flávio Bolsonaro e Lula.

A abstenção também será observada na segunda etapa. No primeiro turno, mais de um quinto do eleitorado não compareceu às urnas, enquanto aproximadamente 79% dos eleitores inscritos participaram da votação. O comportamento desse grupo poderá alterar o número total de votos registrados no segundo turno.

Flávio Bolsonaro chega à nova votação com a vantagem numérica obtida no primeiro turno, mas os resultados registrados em 4 de outubro não são carregados para a etapa seguinte. Todos os votos serão novamente contabilizados a partir de zero no dia 25.

Lula também inicia o segundo turno sem qualquer votação acumulada. Para a definição do presidente, somente os votos registrados na segunda etapa serão considerados, independentemente da diferença observada entre os candidatos no primeiro turno.

O intervalo entre as duas votações permitirá que os candidatos apresentem propostas, respondam a questionamentos e busquem apoio entre os eleitores que ainda não definiram sua escolha para a etapa final. A campanha eleitoral continuará dentro dos prazos previstos para o segundo turno.

A disputa de 2026 também mantém PT e PL no centro da eleição presidencial. As duas legendas chegam novamente à fase decisiva da corrida pelo Palácio do Planalto, agora com Lula representando o PT e Flávio Bolsonaro como candidato do PL.

O cenário atual é diferente da eleição presidencial de 2022, quando Lula disputou o segundo turno contra Jair Bolsonaro. Em 2026, Flávio Bolsonaro ocupa a candidatura do PL e enfrenta o atual presidente na votação definitiva.

Apesar das referências às eleições anteriores, o resultado de 2026 depende exclusivamente da votação atual. Comparações históricas não alteram as regras nem os votos registrados pelos eleitores nesta eleição.

Os números do primeiro turno mostram que a diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula ficou em pouco mais de 2,2 milhões de votos na atualização mais recente. Considerando o tamanho do eleitorado nacional e os milhões de votos destinados aos demais candidatos, a disputa permanece aberta para a votação definitiva.

Os candidatos que ficaram entre a terceira e a 12ª posições receberam, juntos, milhões de votos. Esses eleitores formam agora um dos grupos acompanhados pelas duas campanhas durante o período que antecede o segundo turno.

Além deles, as campanhas também poderão buscar eleitores que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram. A decisão de participar e escolher um dos candidatos no segundo turno cabe individualmente a cada eleitor.

A eleição presidencial será encerrada com a votação de 25 de outubro. Após a totalização dos votos válidos, o candidato que terminar na primeira posição será eleito para comandar o Poder Executivo federal no próximo mandato.

Até a conclusão dessa votação, Flávio Bolsonaro e Lula permanecem oficialmente na disputa. O primeiro turno definiu apenas os dois finalistas, enquanto a decisão sobre quem ocupará a Presidência da República ocorrerá na segunda etapa.

O Portal G37 acompanhará a campanha do segundo turno, a movimentação política, a votação e a apuração dos resultados. A definição do próximo presidente ocorrerá depois que os brasileiros retornarem às urnas em 25 de outubro.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.

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