Polícia

Seis pessoas morrem após lancha com 15 ocupantes colidir contra píer no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo

Seis pessoas morreram na noite de sábado, 21 de fevereiro de 2026, após uma lancha com 15 ocupantes colidir contra um píer no Rio Grande, na divisa entre Sacramento e Rifaina. O acidente ocorreu por volta das 23h30, na margem mineira do rio, e mobilizou equipes de resgate de Minas Gerais e São Paulo.

Entre as vítimas estão Viviane Aredes, de 36 anos, e Bento Aredes, de 4 anos. Eles eram, respectivamente, cunhada e sobrinho do prefeito de Patrocínio Paulista, Mário Marcelo. A criança e a mãe morreram no local.

Mãe e filho sorrindo juntos em uma piscina clara.

Neste domingo, 22 de fevereiro, a Prefeitura de Patrocínio Paulista decretou luto oficial de três dias em razão das mortes. Em nota, o município manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas e destacou a comoção causada pela tragédia.

Pelas redes sociais, Isabela Aredes, esposa do prefeito e irmã de Viviane, lamentou a perda dos familiares. O prefeito publicou um laço preto em sinal de luto. Familiares também lembraram que Viviane comemoraria aniversário neste domingo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a lancha saiu de Franca, no interior paulista, com 15 ocupantes e se chocou contra um píer fixo instalado na margem mineira do Rio Grande. O impacto provocou a morte de seis pessoas, entre elas três mulheres, dois homens e uma criança de quatro anos.

Outras nove pessoas sobreviveram. Três foram encaminhadas para atendimento médico em Rifaina, enquanto seis permaneceram no local sem lesões aparentes, segundo os bombeiros.

As primeiras ações de socorro foram realizadas por equipes da Guarda Civil Municipal e da Defesa Civil de Rifaina, que estavam mais próximas do ponto da colisão. Em seguida, equipes do Corpo de Bombeiros assumiram a coordenação da ocorrência.

Segundo informações repassadas pelas autoridades, três das vítimas foram localizadas por um mergulhador amador que estava nas proximidades e auxiliou nas buscas até a chegada das equipes especializadas.

O condutor da lancha também está entre os mortos. Conforme confirmação do Corpo de Bombeiros, ele não possuía habilitação de Arrais Amador, documento emitido pela Marinha do Brasil que autoriza a condução de embarcações de esporte e recreio, como lanchas e barcos a motor.

A Marinha informou que instaurará inquérito administrativo para apurar as circunstâncias do acidente. O procedimento é padrão em ocorrências de navegação e poderá levar até 90 dias para conclusão.

A investigação deverá analisar fatores como condições de visibilidade no momento da navegação, sinalização do local, velocidade da embarcação, número de passageiros e eventual falha humana ou técnica.

A área do acidente foi isolada para preservação da cena até a chegada da perícia técnica da cidade de Araxá, responsável pelos levantamentos no trecho mineiro.

O Rio Grande é conhecido por intensa movimentação de embarcações de lazer, especialmente aos fins de semana e em períodos de clima favorável. A navegação noturna exige atenção redobrada, sobretudo em áreas com estruturas fixas próximas à margem.

Autoridades reforçam que a condução de embarcações recreativas exige habilitação específica, respeito ao limite de passageiros e uso adequado de equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas.

A tragédia provocou grande repercussão nas cidades da região e também no interior paulista, onde parte das vítimas residia. Mensagens de solidariedade foram publicadas por autoridades e moradores.

As vítimas serão veladas em suas cidades de origem após a liberação dos corpos pelos órgãos responsáveis.

As investigações seguem em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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