Advogado espanca ex-namorada em Pompéu e vítima tem pulmão perfurado pela violência

Uma mulher de 28 anos permanece internada em Sete Lagoas depois de sofrer uma sequência de agressões atribuídas ao ex-namorado, um advogado, no domingo (16), em Pompéu, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Conforme as informações registradas na ocorrência, a vítima foi atingida com socos, chutes e tapas, teve os cabelos puxados e relatou ainda que o homem tentou afogá-la. A violência provocou diferentes lesões, entre elas a fratura de uma costela e a perfuração de um dos pulmões, o que levou à transferência da paciente para atendimento médico em Sete Lagoas. Até a última atualização recebida, o investigado permanecia foragido.
Segundo o relato apresentado pela vítima às autoridades, as agressões começaram depois que o ex-namorado teve acesso a mensagens existentes no telefone celular dela. O homem teria se irritado com o conteúdo e iniciado as agressões físicas. Conforme consta nas informações sobre a ocorrência, a violência teria se prolongado durante a manhã, período em que a mulher relatou ter sido submetida a diferentes agressões dentro do contexto envolvendo o ex-companheiro.
A mulher informou que recebeu chutes, socos, tapas e puxões de cabelo. Em outro momento, ainda de acordo com o relato prestado às autoridades, o ex-namorado teria tentado afogá-la. O aparelho celular da vítima também foi quebrado durante o episódio. Os fatos relatados, assim como as lesões apresentadas pela mulher, deverão integrar o conjunto de elementos analisados durante a investigação policial.
As agressões provocaram ferimentos que exigiram atendimento médico. Entre as lesões relatadas está a fratura de uma costela, que provocou perfuração em um dos pulmões. A mulher também apresentava outras marcas pelo corpo decorrentes da violência. Por causa do quadro, ela precisou deixar Pompéu e ser transferida para Sete Lagoas, onde permanece hospitalizada. Até o momento, não foi divulgado boletim médico detalhado sobre a evolução do estado de saúde da paciente nem previsão de alta.

O homem apontado como autor das agressões é advogado e manteve um relacionamento com a vítima durante aproximadamente dois anos. Segundo as informações disponíveis, os dois estavam separados havia cerca de dois meses quando o episódio aconteceu. O ex-casal tem uma filha de 1 ano. Não há informação de que a criança estivesse presente durante as agressões relatadas pela mãe.
Os nomes da vítima e do investigado não serão divulgados pelo Portal G37 neste momento, tanto para preservar a mulher quanto para evitar interferências no andamento das investigações e das diligências realizadas pelas autoridades. A decisão também leva em consideração que o caso ainda está em apuração e que novas medidas policiais e judiciais podem ser adotadas conforme o avanço do trabalho investigativo.
De acordo com a atualização recebida sobre a ocorrência, o advogado está foragido e ainda não havia sido localizado até as últimas informações disponíveis. A investigação segue em andamento enquanto as autoridades adotam as providências relacionadas ao caso. Não foram divulgados detalhes sobre possíveis locais procurados pelas equipes nem outras informações operacionais relacionadas às buscas pelo investigado.
Esta não seria a primeira ocorrência envolvendo a mulher e o ex-namorado. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, a vítima já havia procurado as autoridades anteriormente e registrado outra ocorrência contra o homem. Depois das agressões registradas no domingo, ela solicitou medidas protetivas para impedir aproximações ou contatos que possam representar novo risco.
No relato relacionado ao pedido de proteção, a mulher também apontou episódios de perseguição e comportamento controlador atribuídos ao ex-companheiro. Segundo ela, o homem demonstrava ciúmes e teria tentado impedir que mantivesse contato ou realizasse visitas a amigos e familiares. Esses relatos também poderão ser analisados pelas autoridades dentro do histórico da relação entre os dois.
A investigação deverá reunir diferentes elementos para esclarecer a dinâmica da violência. Além do depoimento da vítima, poderão ser analisados documentos hospitalares, laudos médicos, exames periciais, registros policiais anteriores, mensagens, eventuais imagens e depoimentos de pessoas que possam contribuir para a apuração. A sequência dos acontecimentos e as circunstâncias da tentativa de afogamento relatada pela mulher também deverão ser verificadas.
As circunstâncias do caso poderão ainda ser avaliadas pelas autoridades para definição do enquadramento criminal. A apuração deverá considerar a violência praticada no contexto de uma relação afetiva anterior, as lesões provocadas e o relato de tentativa de afogamento. A eventual tipificação como tentativa de feminicídio dependerá dos elementos reunidos pela Polícia Civil e da análise posterior realizada pelas instituições responsáveis pela persecução penal.
O caso ganhou repercussão em Pompéu depois que informações sobre as agressões começaram a circular nas redes sociais. Uma manifestação foi organizada para esta sexta-feira (21), às 16h, com concentração na Praça Dr. Ciro. A mobilização foi anunciada enquanto a vítima continua hospitalizada em Sete Lagoas e o homem apontado como autor das agressões permanece foragido.
Até a última atualização, não havia informação sobre a prisão do investigado nem sobre a conclusão da investigação. A mulher continua sob cuidados médicos em Sete Lagoas, enquanto as autoridades prosseguem com a apuração das agressões, a análise das medidas de proteção solicitadas e as diligências destinadas à localização do ex-namorado.
Foto – 7 Dias News








