Minas Gerais

O QUE VOCÊ FAZ x O PORQUÊ DE FAZER

Marcos Fábio G. Ferreira

Hoje respondo à uma dúvida de um seguidor de nossas redes sociais que nos relatou sobre a dificuldade de definir funções para as pessoas de sua empresa. “…as pessoas estão se perdendo, as tarefas se confundem e, muitas vezes, não sabemos o que fazer…” relata ele.

Primeiro, vamos alinhar uma coisa: ao criar um negócio, o empreendedor também assume a responsabilidade de executar as demais funções da administração: planejar o negócio, organizar sua estrutura, processos e liderar as pessoas para o cumprimento dos objetivos. Assim, para se organizar melhor, a empresa é dividida em partes, onde cada uma possui função vital, mas que não andam separada das demais, tal como acontece com o corpo humano. Cada um dos departamentos (mãos, pernas, braços, etc.) possuem suas tarefas específicas, mas trabalham unidos pelo mesmo objetivo: viver bem!

Se uma empresa quer se organizar, deverá também se dividir em áreas, cada qual com sua função, mas sendo alinhada pelos mesmos objetivos definidos no planejamento da empresa. Nasce então a necessidade da construção de um bom planejamento e de um bom modelo de gestão.

Vencida esta etapa nascem outros questionamentos: qual é o papel de cada área? quais as tarefas de cada uma das pessoas dentro dessas áreas? como dizer a elas o que esperamos delas?

Nos acostumamos a dizer aos funcionários o que eles devem fazer, inclusive escrevemos isso no chamado “perfil de cargo”. O problema é que quando escrevemos o que um funcionário deve fazer, jamais conseguiremos imaginar tudo, além de corrermos o risco de aprisioná-lo naquela simples descrição.

Apesar de ainda ser importante descrever as tarefas básicas do funcionário, não podemos mais continuar acreditando que só isso basta. Precisamos explicar às pessoas o “porquê” delas estarem ali e o porquê elas fazem o que fazem. Quando elas entendem isso, espera-se que elas coloquem a sua inteligência a serviço da busca de novas soluções para cumprirem o que se esperam delas, principalmente, quando falamos em cargos de gerência.

Vamos pensar num gerente de RH. No conceito raso, diríamos que ele está lá para recrutar e treinar pessoas. Agora, se pararmos para pensar no porquê desse gerente estar ali, devemos pensar na missão do cargo, no grande propósito dessa função. Assim, preparei aqui algumas dicas para explicarmos melhor o porquê de cada cargo. Vamos a alguns deles:

  • Gerente de RH: gerar soluções para manter as pessoas alinhadas e engajadas aos objetivos do negócio;
  • Gerente comercial: planejar, organizar, dirigir, implementar e controlar ações que levem ao cumprimento das metas necessárias ao crescimento desejado pelos acionistas.
  • Gerente de Marketing: criar soluções para atrair e manter clientes.

Pensar dessa forma faz toda a diferença. Na visão rasa, a empresa precisa dizer ao gerente o que ele deve fazer, na visão da missão do cargo, do porquê esse cargo existe, o correto é buscar pessoas preparadas e que nos diga o que devemos fazer para deixarmos a empresa mais competitiva. Pode parecer apenas um detalhe, mas, certamente, é “o detalhe” que fará toda a diferença!

Por fim, antes mesmo de se preocupar com os “porquês” das funções de seus gerentes, se pergunte, qual o porquê da sua? Qual é a sua grande missão como líder? Talvez, antes mesmo de começar pelos seus gestores, você deva começar por você!

Boa semana a todos e esperamos pela sua sugestão ou dúvida em nossas redes sociais (@mfgestaodenegocios).

Bom fim de semana a todos!

#NRF #EUROSHOP #GESTAODEPESSOAS#MODELODEGESTAO *Marcos Fábio é consultor de empresas, empresário e conselheiro de administração com 21 anos de mercado. É colunista do portal G37 e escreve temas ligados ao mundo corporativo.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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