Essência viva.

Parar na rua pra sentir o perfume de uma rosa ou fotografar um ipê, uma bougainvillea. Respirar fundo, tentando levar consigo toda a beleza do momento, toda a mágica que Deus fez pra colocar ali sua essência.
Tentar aspirar essa essência e mantê-la viva em nós. A foto nunca é igual à flor. Transmite um pouco dela, mas não sua complexidade de cores, as nuances de texturas, a sua alma. Sim, porque ela está viva, mais viva que nós. Mais plena, mais completa, apesar de efêmera.
Também somos efêmeros. A diferença é que nossos dias parecem mais longos que seus eternos segundos. Longos e inúteis. Curtos e perfeitos. Assim caminha a humanidade: olhando o belo, fazendo o feio. Trocando tempo por nada.
Guiomar Castro é jornalista e locutora do Vozes de Minas: www.vozesdeminas.com.br/voz/guiomarcastro









