Divinópolis

Prefeitura admite falhas após família esperar horas pela remoção de corpo em Divinópolis

A Prefeitura de Divinópolis reconheceu falhas no atendimento do Serviço Municipal do Luto e pediu desculpas à família de Irinéia de Paulo Caetano, que morreu na manhã de segunda-feira (17), após um acidente doméstico em sua residência. Apesar de a perícia da Polícia Civil ter autorizado a remoção do corpo por volta das 17h, o procedimento só ocorreu próximo da meia-noite, após uma sequência de erros admitida pela própria administração municipal.

O intervalo entre a autorização da perícia e a retirada do corpo fez com que os familiares permanecessem por horas aguardando a conclusão de um procedimento que já estava liberado pelas autoridades competentes. Em nota oficial, a Prefeitura afirmou que a demora ocorreu em razão de uma “sucessão de equívocos” no atendimento realizado pelo Serviço Municipal do Luto.

Irinéia de Paulo Caetano morreu em casa, na manhã de segunda-feira. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito. Como a morte ocorreu após um acidente doméstico, a perícia da Polícia Civil também foi chamada para realizar os procedimentos necessários antes da liberação do corpo.

Após os trabalhos periciais, a remoção foi autorizada por volta das 17h. A partir daquele momento, caberia ao serviço responsável dar sequência aos procedimentos. No entanto, conforme a própria Prefeitura reconheceu, uma série de falhas impediu que a retirada fosse realizada dentro do período esperado.

O corpo permaneceu no local até aproximadamente meia-noite. Dessa forma, transcorreram cerca de sete horas entre a autorização dada pela perícia e a efetiva remoção. Durante esse período, a família aguardou a atuação do Serviço Municipal do Luto em meio aos procedimentos relacionados à morte de Irinéia.

A administração municipal reconheceu que a situação provocou transtornos e acrescentou sofrimento aos familiares. No comunicado divulgado nesta terça-feira (18), a Prefeitura apresentou um pedido público de desculpas e afirmou que pretende apurar os procedimentos adotados durante o atendimento.

A apuração deverá identificar em quais etapas ocorreram os erros mencionados pela própria Prefeitura, quem participou do atendimento e por que a autorização concedida no fim da tarde não resultou na retirada do corpo até várias horas depois. Até o momento, o município não detalhou individualmente quais foram os equívocos registrados nem informou se algum servidor ou responsável já foi afastado ou submetido a procedimento administrativo.

O episódio coloca o funcionamento do Serviço Municipal do Luto sob apuração administrativa e exige esclarecimentos sobre os protocolos adotados em situações de remoção de corpos. A Prefeitura informou que pretende identificar as falhas e adotar providências para impedir que ocorrências semelhantes se repitam.

A manifestação oficial representa um reconhecimento por parte do próprio município de que o atendimento prestado não ocorreu conforme deveria. Ao pedir desculpas, a administração também admitiu os efeitos causados à família durante um momento de luto, especialmente pelo período prolongado de espera depois que todas as etapas periciais necessárias já haviam sido concluídas.

A Prefeitura não informou, até o momento, se existe prazo determinado para a conclusão da apuração. Também não foram apresentados detalhes sobre eventuais mudanças imediatas nos procedimentos do Serviço Municipal do Luto, treinamento de servidores ou revisão dos protocolos utilizados durante as remoções.

O município afirmou que continuará levantando as circunstâncias do caso e que pretende adotar medidas para evitar novas ocorrências. Enquanto isso, permanecem sem resposta pública os motivos específicos que fizeram uma remoção autorizada por volta das 17h ser realizada apenas próximo da meia-noite.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
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