Divinópolis

Divinópolis registra mais de 2 mil casos confirmados de dengue em 2025

Divinópolis enfrenta um cenário de atenção em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, atualizado em 10 de outubro de 2025, o município contabiliza 3.601 casos notificados de dengue, sendo 2.259 já confirmados. Embora nenhum óbito tenha sido registrado até o momento, cinco mortes seguem em investigação.

Os dados apontam ainda 235 internações relacionadas à dengue neste ano, evidenciando a gravidade de parte das infecções. A maioria dos casos confirmados está concentrada nas faixas etárias entre 20 e 49 anos, totalizando mais de 1.800 registros. O grupo de idosos, com 60 anos ou mais, também chama atenção, somando 485 notificações. Crianças e adolescentes até 14 anos representam cerca de 600 casos no total.

Em relação ao perfil dos pacientes, as mulheres representam 54,76% dos casos confirmados, enquanto os homens correspondem a 45,24%. O levantamento mostra que 2.109 casos foram classificados como dengue comum, 149 como dengue com sinais de alarme e 1 como dengue grave. Outras 1.334 notificações foram descartadas, e três casos seguem em investigação.

A distribuição geográfica dos casos confirma que o Centro de Divinópolis lidera as notificações, com 217 registros, seguido pelos bairros Bom Pastor (202), Santa Rosa (136), Porto Velho (85) e São José (76). Também apresentam números expressivos os bairros Belvedere (75), Interlagos (74), Sagrada Família (71), Nossa Senhora das Graças (68) e Planalto (67).

Os exames laboratoriais realizados reforçam o cenário de alta transmissão. Na sorologia para dengue, 281 resultados foram positivos e 716 negativos. Nos testes de antígeno NS1, o número de resultados positivos foi ainda maior: 685, contra 641 negativos. Já o RT-PCR apresentou 129 resultados positivos (22,87%) e 426 negativos (75,53%), segundo os dados oficiais.

O boletim informa ainda que o município não registrou casos confirmados de chikungunya grave ou de zika vírus. Em 2025, 73 casos de chikungunya foram notificados, com 18 confirmações e quatro hospitalizações. Não houve óbitos nem casos em investigação. Já em relação ao zika vírus, três notificações foram registradas, mas nenhuma confirmação ou internação foi contabilizada até o momento.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que os números podem sofrer alterações diárias devido à atualização das notificações e resultados de exames laboratoriais. Apesar da redução no ritmo de contágio em relação ao primeiro semestre, a circulação do mosquito vetor permanece ativa em diversas regiões da cidade, exigindo atenção contínua da população.

As autoridades sanitárias reforçam que a eliminação de criadouros é a principal forma de combate ao mosquito. Recipientes com água parada, como vasos, calhas, caixas d’água e pneus, devem ser vistoriados semanalmente. Mesmo pequenas tampas ou pratinhos de plantas podem servir de abrigo para as larvas do Aedes aegypti.

O setor de Vigilância em Saúde também alerta para os sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor muscular, dor de cabeça, fraqueza e manchas vermelhas pelo corpo. Diante de qualquer suspeita, o paciente deve procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima, evitando a automedicação e o uso de anti-inflamatórios sem prescrição médica.

Com a chegada da temporada chuvosa, a Secretaria de Saúde reforça que o enfrentamento à dengue, chikungunya e zika vírus depende da colaboração da comunidade. A orientação é que cada morador verifique periodicamente seu quintal e entorno, mantendo o ambiente livre de acúmulo de água. O cuidado preventivo continua sendo a forma mais eficaz de conter a proliferação do mosquito e evitar novos surtos no município.

Por Fernando Rodrigues - Redação Portal G37

Fernando Rodrigues é diretor do Portal G37 de Notícias, sediado em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Sua trajetória está ligada à imprensa regional e à história do jornal Gazeta do Oeste, veículo do qual assumiu a direção após a morte de seu pai, Antônio Eustáquio Rodrigues Cassimiro, em 2004. Em 2018, acompanhou a transformação definitiva do jornal para o ambiente digital, processo que consolidou o Portal G37 como continuidade dessa trajetória no jornalismo local e regional.
Botão Voltar ao topo

Bloqueador de Anúncio Detectado

Nosso conteúdo é gratuito e o faturamento do nosso portal é proveniente de anúncios. Desabilite o seu bloqueador de anúncios para ter acesso ao conteúdo do Portal G37.