Divinopis ou Divinópolis?
Assim diz o inciso I do artigo 7º da Constituição Federal: “Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos.”
Como se pode notar a Constituição Federal garante ao cidadão o direito ao trabalho, relação de emprego para justamente com salário atender as necessidades vitais básicas e às da família como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.
No Sine MG e BH tem-se a informação que existem 9920 vagas abertas de emprego, 325 PCD, somente na Central/BH são 700 vagas/128 PCD. Em Divinópolis são 170 vagas, empregos de secretária/recepcionista, assistente de loja, auxiliar de cobrança, auxiliar administrativo, auxiliar de estoque e de produção, etc.
Quem nunca ouviu frases como: “graças a Deus você está empregado”, “dá graças a Deus que tá empregado”, “agradeça emprego que tem, salário é consequência”…
Realmente devemos agradecer a Deus o emprego, agradecer o salário sobretudo em um país instável e inseguro como o nosso Brasil.
Isso ninguém questiona, mas, seria melhor que todos tivessem emprego e melhores condições de trabalho, melhores salários, progressão de função e carreira, plano de saúde, ticket alimentação, e outros benefícios, ou não?
Buscamos sempre enaltecer Divinópolis como uma cidade metrópole, mesmo ouvindo línguas se referindo a esta grande terra como Divinopis, a pequena cidade.
Somos estrangeiros como milhares de cidadãos na lida na cidade, que vieram para torna-la uma metrópole em extensão territorial, como também respeitada no cenário político, social, cultural, ambiental, respeitada em Minas Gerais.
Tenho que concordar que a realidade do nosso município é de cidade pequena, de poucos empregos, cargos e funções com baixos salários – Tem emprego? Temos, de baixa complexidade; Temos bons salários e carreiras, não – triste realidade.
Políticos fazem seus discursos como se esse cenário Perguntam se isso é favor, não, não é favor, é um direito. Reportando ao inciso V do mesmo artigo 7º da CF temos referência do direito a melhores empregos e salário: “V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho”.
A pergunta que fica: quando Divinopis vai virar Divinópolis? Quando ela terá melhores empregos e salários? A resposta é simples, quando ela se tornar a Divinópolis, respeitada em Minas Gerais e lembrada nacional e mundialmente como uma cidade que vale e tenha segurança empresarial para altos investimentos.
É possível realizar esse sonho? Essa multiplicação de empregos e bons salários?
A resposta é sim, basta instalações de grandes indústrias, de grandes empresas, que por conseguinte, exijam novas empresas de abastecimento de matéria prima e mão de obra.
Esse cenário logicamente gerará valorização de trabalhadores com formação técnica e/ou superior, enfim, que tenham capacidade laboral para grandes complexidades do trabalho.
E não para por aí, medidas devem ser tomadas para que a cidade comporte novos estrangeiros, novos cursos voltados às expertises das empresas, novos serviços deverão ser prestados, a economia gira positivamente, todos ganham gerando credibilidade a nossa tão sonhada Divinópolis.
Esse cenário é possível para Divinópolis porque geograficamente é localizada em Minas Gerais de forma estratégica, bastando força de vontade política e expertise na administração do Município, num pensamento diverso do atual que valoriza o emprego tão somente, nossos Munícipes merecem a valorização humana conferindo-lhe melhores condições de mercado de trabalho, carreira e bons salários.
Eduardo Augusto Silva Teixeira
Advogado








