Jiboia de um metro se esconde em tubulação de residência e mobiliza operação de resgate em Arcos

Uma jiboia de aproximadamente um metro de comprimento foi capturada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais na manhã de sexta-feira (6 de novembro), após ser encontrada dentro de uma tubulação de escoamento de água da chuva no bairro São Bento, em Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A ocorrência foi registrada por volta das 8h14, quando os militares foram acionados para retirar a serpente de um cano instalado no solo. A tubulação possuía aproximadamente seis metros de comprimento e 75 milímetros de diâmetro, o que dificultou o acesso ao animal e exigiu procedimentos específicos para permitir sua retirada com segurança.
A equipe do Corpo de Bombeiros de Arcos foi acionada depois que um morador percebeu a presença de uma cobra de grande porte no interior da tubulação. O cano fazia parte de um sistema destinado a conduzir a água das chuvas proveniente de uma laje. Diante da dificuldade de retirar o animal e do risco de uma tentativa de captura sem equipamentos adequados, foi solicitado o atendimento dos militares.
Quando chegaram ao endereço, os bombeiros verificaram as características da tubulação e iniciaram os procedimentos para localizar a serpente. O animal não estava próximo à extremidade acessível do cano, impedindo sua visualização imediata. Como a estrutura estava instalada no solo e possuía aproximadamente seis metros de extensão, os militares precisaram avaliar uma maneira de permitir a saída da cobra sem provocar ferimentos durante a intervenção.

Utilizando equipamentos de proteção individual (EPI), a equipe iniciou o trabalho de acesso à tubulação. Os bombeiros identificaram que uma das conexões não estava fixada por colagem, o que possibilitou sua retirada sem a necessidade de destruir a estrutura. Os militares removeram a luva de conexão e passaram a movimentar o cano, buscando criar condições para que o animal deixasse o espaço onde estava escondido.
Durante a operação, os bombeiros inclinaram a tubulação, modificando sua posição para facilitar a saída da serpente. A movimentação teve resultado, e a jiboia saiu espontaneamente pela outra extremidade do cano. Com o animal fora da estrutura, os militares conseguiram realizar a captura e encerrar a situação que havia motivado o acionamento da equipe.
Após a retirada, os bombeiros identificaram que se tratava de uma jiboia com aproximadamente um metro de comprimento. Durante a avaliação visual, a serpente apresentava aparente bom estado de saúde. O animal foi acondicionado em uma caixa de transporte apropriada, permitindo seu deslocamento sem contato direto com moradores ou outras pessoas que estavam nas proximidades do local da ocorrência.
A jiboia é uma serpente não peçonhenta encontrada em diferentes regiões do Brasil, incluindo Minas Gerais. A espécie captura suas presas por constrição, utilizando a força muscular do corpo, e se alimenta principalmente de pequenos mamíferos, aves e outros animais. Apesar de não possuir veneno utilizado para imobilizar presas, pode morder e reagir quando se sente ameaçada, sendo necessário evitar tentativas de aproximação ou manipulação sem treinamento.
A presença de serpentes em áreas residenciais pode ocorrer quando esses animais encontram locais que oferecem abrigo ou acesso a alimento. Tubulações, estruturas de drenagem, espaços sob construções e áreas com vegetação podem servir como esconderijos. No caso registrado em Arcos, a jiboia estava no interior de um cano utilizado para o escoamento de águas pluviais, situação que exigiu a intervenção dos bombeiros devido à dificuldade de acesso ao animal.
Depois de concluir a captura, os militares transportaram a serpente até uma área de mata distante de residências, onde realizaram a soltura. O procedimento permitiu o retorno da jiboia a um ambiente adequado às características da espécie, sem a necessidade de manter o animal em cativeiro.
O Corpo de Bombeiros orienta que, ao encontrar uma serpente em residências, quintais, tubulações ou outros locais frequentados por pessoas, a população mantenha distância e evite tentar capturar, ferir ou matar o animal. A recomendação é preservar o local e acionar o telefone de emergência 193, para que profissionais capacitados avaliem a situação e realizem o manejo adequado quando necessário.
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