Jesus explica a ressurreição

Ômar Souki
Depois que a missa do domingo da Páscoa terminou, todos se cumprimentavam alegremente: “Jesus ressuscitou! Feliz Páscoa!”. A brisa mansa soprava, uma enorme satisfação percorreu o meu ser, e eu sentia a manifestação do Espírito Divino no ambiente. Hoje, segunda-feira, abri o último volume dos dez de Maria Valtorta (O Evangelho como me foi revelado, Centro Editoriale Valtortiano, 2002) na página 233, e li o que Jesus lhe falou:
“Ao primeiro alvorecer do terceiro dia, desci como o sol e, com o meu fulgor, desfiz os selos humanos, tão inúteis diante do poder de Deus. De minha força eu fiz uma alavanca, para fazer revirar a pedra, que inutilmente estava sendo velada. Com meu aparecimento fiz um fulgor, que aterrorizou os três vezes inúteis guardas, lá postos para vigiarem uma morte que era vida, e que nenhuma força humana podia impedir que assim o fosse.
“Bem mais poderoso que a corrente elétrica de vocês, o meu Espírito entrou, como uma espada de fogo divino, a esquentar os frios despojos do meu cadáver, e ao Novo Adão o Espírito de Deus bafejou-lhe a vida, dizendo a si mesmo: ‘Torne a viver. Assim eu quero’.
“Eu, que havia ressuscitado mortos, quando eu não era mais do que o Filho do Homem, a Vítima designada para arcar com as culpas do mundo, não devia poder ressuscitar a mim mesmo, ainda mais agora que era o Filho de Deus, o Primeiro, o Último, o Vivente Eterno, Aquele que tem em suas mãos as chaves da vida e da morte? Foi aí que o meu cadáver percebeu que a vida ia voltando para ele. […] Eu despertei. Voltei à vida. Estive morto. Agora estou vivo! Agora eu surjo. Sacudo os linhos da morte, jogo fora os vasos dos unguentos. Já não tenho mais necessidade deles, a fim de aparecer como a Beleza Eterna, a Eterna Integridade”.
A seguir Jesus relata que vai até a sua mãe (p. 234): “aquela que, além de ser minha guarda e conforto, ainda foi para mim quem me deu a vida. Antes de voltar ao Pai com a minha veste de homem glorificado, eu vou à minha mãe. […] O Novo Adão vai à Nova Eva. O mal entrou no mundo pela mulher e pela mulher foi vencido. O Fruto da mulher desintoxicou os homens da baba de lúcifer. Agora—se eles quiserem—podem ser salvos”.
Só depois de ter se dirigido à sua mãe, Jesus explica (p. 235): “Eu me apresento à mulher redimida (Madalena), ao tronco de nossa raça, à representante de todas as criaturas femininas que eu vim livrar das mordidas da luxúria. Para que diga a elas que se aproximem de mim, a fim de ficarem sãs, e que tenham fé em mim, e creiam na minha misericórdia, que compreende e perdoa”.
O Mestre dos mestres diz que, depois de sua mãe, mostrou-se primeiro a uma ex-pecadora, para mostrar que ama até àqueles que são culpados, mas que quiseram sair da culpa.








